Publicado por Robson Merieverton

Muitos fatos ajudaram a nortear a evolução da indústria no mundo. De certa forma, o mais importante deles veio com o desenvolvimento tecnológico, que acabou servindo de base para que a indústria crescesse. Para marcar esse fato, o dia 25 de maio entrou para a história como o Dia da Indústria. Engana-se quem pensa que o Dia da Indústria foi criado por acaso, por trás dele, tem toda uma história e significado.

Para começo de história, é importante saber que a indústria é definida como sendo um espaço de produção que origina muitos dos produtos presentes no dia a dia das pessoas. No arranjo produtivo, a indústria representa o setor secundário. A indústria também é responsável por fazer a roda da economia girar em todos os pontos do planeta, já que ela é a grande geradora de riqueza de um país.

No Brasil, a indústria é mais presente na região sudeste, porém, outras localidades também se destacam no meio industrial. A indústria é o principal gerador do Produto Interno Bruto (PIB), contribuindo para o desenvolvimento do país de forma decisiva e consistente, sobretudo nos mais variados tipos de mercados, desde os alimentícios, passando pelo vestuário até chegar aos de transportes.

O dia 25 de maio entrou para a história como o Dia da Indústria em homenagem a Roberto Simonsen

No arranjo produtivo, a indústria representa o setor secundário (Foto: depositphotos)

Origem do Dia da Indústria

O Dia da Indústria passou a fazer parte do calendário comemorativo a partir de um fato isolado que chamou a atenção. Tudo gira em torno de Roberto Simonsen. Ele se destacou como importante figura que circulou por esse meio e também pelo campo das letras. No seu currículo estão as funções de engenheiro, industrial, administrador, professor, historiador e político.

Simonsen também esteve à frente de entidades representativas como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), onde atuou como presidente de ambas. No Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Simonsen ocupou o cargo de vice-presidente da entidade. Como se ainda não bastasse, Simonsen foi membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Simonsen racionalizou o funcionamento de sua empresa, obtendo excelentes resultados do ponto de vista de sua produtividade. Foi a partir daí que ele resolveu difundir o seu conhecimento e lutar pelo crescimento da classe industrial brasileira. Simonsen foi responsável pela fundação do Centro dos Construtores e Industriais de Santos, que objetivava oferecer assistência aos trabalhadores, inovando as relações entre patrões e empregados.

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Com o tempo, suas ideias e propostas acerca dos rumos da economia brasileira ganharam prestígio, tanto que participou da missão comercial brasileira enviada à Inglaterra. Por lá ele fez a defesa da participação de capitais e tecnologias estrangeiras no desenvolvimento econômico brasileiro. Com a saída dos industriais paulistanos da Associação Comercial de São Paulo, foi criado, então, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), onde Simonsen fez parte como vice-presidente.

Simonsen também fez carreira na política, atuando como deputado classista por duas ocasiões e senador por São Paulo. Em meio a todo esse serviço prestado, o dia da sua morte, 25 de maio de 1948, passou a fazer parte da história como Dia da Indústria. Inclusive, Simonsen foi apontado como patrono da indústria nacional.

A industrialização no Brasil

Um importante fato, a nível mundial, que foi o grande percussor da industrialização no mundo foi a Revolução Industrial. Através dela se deu o invento da máquina a vapor, que permitiu a mecanização dos meios de produção. Com isto, a quantidade e velocidade de produção deram um verdadeiro salto, permitindo que os industriais explorassem outros pontos de consumo, além da própria região, estado e país.

Pode-se dizer que o Brasil foi um país que demorou muito a se industrializar. Todo o processo teve início a partir do governo do presidente Getúlio Vargas. Porém, foi no governo de Juscelino Kubitschek que as indústrias estrangeiras começaram a se instalar no Brasil. Tudo isso deu início a uma era em que a economia do país respirasse outros ares, aumentando consequentemente seu poder.

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Categorias da indústria

Dependendo da característica da indústria, ela pode ser dividida em algumas categorias. São elas: Indústrias de bens de produção ou de base, que são indústrias que transformam a matéria-prima bruta em matéria-prima para outras indústrias; Indústrias de bens de capital ou bens intermediários, responsáveis pela produção de máquinas, ferramentas e instrumentos para outras indústrias.

Por fim, existem as indústrias de bens de consumo, que são especializadas na produção dos produtos consumidos pela população. Elas são subdivididas em dois segmentos: bens de consumo duráveis e não-duráveis. O primeiro deles estão inseridos os eletrodomésticos, móveis, automóveis e informática. Já no segundo, estão os alimentos, vestuário, bebidas e impressos.

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