Publicado por Katharyne Bezerra

A arte é, sem dúvidas, a válvula de escape para qualquer pessoa, seja para quem a produz como também para quem a consome. Portanto, nada mais justo do que escolher um dia no ano para homenagear os artistas que dão a vida para que suas obras sejam reconhecidas.

Pensando nisso, foi oficializado que todo 8 de maio serviria para celebrar o Dia do Artista Plástico. Assim, desde 1950 esta data é usada para comemorar e ressaltar o bonito trabalho que esses profissionais desempenham no desenvolvimento artístico do Brasil.

Origem da data

O dia 8 de maio foi escolhido porque remete ao dia do nascimento de José Ferraz de Almeida Júnior, um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros do século XIX.

8 de maio e o Dia do Artista Plástico

Foto: depositphotos

Nascido em 1851, na cidade de Itu, no interior paulista, Almeida Júnior é considerado um percursor da temática regionalista na pintura. Nas obras que fez ao longo da carreira, o artista explorou personagens caipiras e anônimos em situações corriqueiras.

De acordo com o site da Fundação Roberto Marinho (FRM), antes do traço de Almeida, as obras brasileiras eram marcadas pela monumentalidade.

O paulistano, apesar da importância no contexto nacional de artes plásticas, teve a carreira interrompida aos 44 anos de idade. Vítima de um assassinato cometido pelo próprio primo, José de Almeida Sampaio. A morte teria sido motivada por uma traição cometida por Almeida Júnior com a mulher do assassino.

Obras que marcam a história das artes plásticas brasileiras

Entre as peças mais importantes de Almeida Júnior estão: As Lavadeiras (1875), Caipira Picando Fumo (1893), Amolação Interrompida (1894) e Violeiro (1899).

Mas, além dele outros artistas contribuíram e muito para o cenário de produção artística brasileira. Com obras de temáticas diferentes e respeitando os contextos de cada época. Como exemplos pode-se citar:

  • Ciganos, de Di Cavalcanti;
  • Criança Morta, de Cândido Portinari;
  • Operários, de Tarsila do Amaral;
  • La rentrée, de Anita. 

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