Publicado por Robson Merieverton

A Revolução Francesa foi um período marcado por muita desordem. Com a intenção de restabelecer a ordem da nação, uma nova Assembleia Nacional Constituinte teve de ser formada para preparar uma nova constituição. Esse foi um período que ficou conhecido na história como Convenção Nacional, ou para os que assim preferirem, simplesmente Convenção.

Para fins legislativos e administrativos a Convenção Nacional criou o Comitê de Salvação Pública e de Segurança Pública, o que passou a funcionar como uma espécie de Poder Executivo. A partir desse poder concedido, eles buscavam garantir maiores direitos às classes baixas da população. Os propósitos desses direitos eram baseados no lema da revolução: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Os grupos políticos dividiram-se em três: os girondinos, representantes da burguesia industrial; os membros da planície, ou pântano, aliados aos interesses da burguesia financeira; e a montanha, formada pelos jacobinos e condeliers, pequenos burgueses que tinham o apoio dos sans-culottes.

A Convenção Nacional da Revolução Francesa e seu papel na história

Foto: depositphotos

Então, um novo calendário foi criado, com início em 20 de setembro 1792. A intenção foi atacar o cristianismo e dar mais espaço ao racionalismo na vida social francesa. Em consequência ao predomínio das alas radicais, o novo governo ordenou a execução de Luís XVI, feita em janeiro de 1793.

Assustados com a radicalização do processo, os países absolutistas resolveram se mobilizar contra a revolução. Formado por tropas espanholas, austríacas, prussianas e holandesas, um exército internacional se juntou contra a revolução. Ao mesmo tempo em que esses exércitos se organizavam, a instabilidade política e econômica tomava o país de assalto.

Em junho de 1793 os jacobinos impeliram os sans-culottes a perseguir e prender os girondinos. Com isso, alguns revolucionários formaram a chamada Convenção Montanhesa ou Jacobina. Nessa nova etapa, a Convenção passou a contar com uma série de comitês responsáveis por diferentes tarefas: o Comitê de Salvação Nacional era responsável por conter as revoltas internas; o Comitê de Salvação Pública comandava os exércitos e administrava as finanças públicas. Por último, o Tribunal Revolucionário prendia e julgava os traidores da revolução.

A instabilidade política e o clima de desordem pioraram entre 1793 e 1794, quando Jean-Paul Marat, um dos líderes do grupo foi assassinado. Sob o mando de Robespierre, o chamado Terror se instalou nas ruas de Paris. Várias pessoas, consideradas traidoras do ideal revolucionário, foram julgadas e executadas sumariamente. Várias leis de forte apelo popular foram instauradas.

Entre as medidas, destaque para o controle dos preços dos alimentos, extensão dos direitos políticos a todos os homens maiores de 21 anos, melhoramento da saúde e educação públicas e a limitação ao direito à propriedade privada. Os girondinos e a burguesia não se agradam das medidas, formando uma frente de oposição a Robespierre. A consequência do ato foi a perda do prestígio e apoio político por parte dos grupos.

Em 27 de julho de 1794, os girondinos retiraram Robespierre do comando do poderoso comitê de salvação pública por consequência da própria Convenção atemorizada com as mais de 5 mil execuções. Com a volta do projeto político da alta burguesia, as leis populares foram revogadas e uma nova constituição elaborada. Os setores populares foram excluídos dos quadros políticos. O novo governo seria exercido por um diretório escolhido por cinco membros escolhidos pelos deputados.

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