Publicado por André Luiz Melo

A economia mundial sofreu – e ainda sente algumas consequências – da crise financeira de 2008. Este que foi o fenômeno econômico negativo que mais abalou o mundo desde a crise americana de 1929, que levou a economia dos Estados Unidos ao colapso e ficou conhecida como a Grande Depressão Americana.

O início desse declínio econômico deflagrado em 2008 surgiu depois que onda de falências atingiu instituições financeiras americanas e europeias. Tais entidades vítimas da crise exerciam papel importante no emaranhado sistema financeiro internacional, e assim acabaram expandindo os efeitos do problema para as mais diversas economias do mundo.

A crise financeira de 2008 e suas consequências

Foto: Reprodução

Explosão de uma bolha imobiliária

Uma série de complicações financeiras no setor imobiliário dos Estados Unidos levou ao que muitos economistas denominaram de “estouro de uma bolha imobiliária”. Durante a década de 90, sobretudo no governo do presidente Bill Clinton, medidas financeiras direcionadas para o ramo imobiliário foram intensificadas a fim de estimular o aumento do número de compradores de imóveis no país.

Para isso, os bancos disponibilizavam empréstimos para aqueles que viriam a comprar imóveis. Todavia, essas instituições financeiras tinham que respeitar determinados limites de concessão. Mas para que fosse possível a ampliação desses limites, grandes empresas adotaram a postura de adquirir as carteiras de crédito imobiliários dos bancos dos EUA, fazendo com que as instituições financeiras passassem a liberar para os compradores mais crédito.

De tal modo que esse “acordo” entre bancos, compradores e empresas provocou uma desregulamentação do sistema econômico mundial, uma vez que a economia americana exerce influência nas instituições financeiras e nas bolsas de valores de todo o planeta.

Tal problemática surgiu depois que os compradores de imóveis passaram a não se preocupar em quitar os empréstimos e assim aplicaram calote nos bancos, esses que começaram a decretar falência em 2008, ano em que os prejuízos já contabilizavam 170 bilhões de dólares.

Medida emergencial

A crise de 2008 ganhou uma dimensão ainda maior depois que o Congresso dos EUA sancionou a concessão de 700 bilhões de dólares para tentar salvar o sistema financeiro. O banco central americano, o Federal Reserve System (FED), forneceu empréstimo para empresas detentoras de hipoteca de imóveis e para aquisição de títulos hipotecários das instituições financeiras quem estavam em processo de falência.

Tal ação passou a ser considerada uma intervenção estatal na economia dos EUA e salvou parcialmente o sistema financeiro. Entretanto, há economistas que afirmam que isso poderá causar novos transtornos financeiros no futuro.

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