Publicado por Priscila Melo

No início do século XV começava uma corrida na Europa, pela exploração de novas rotas marítimas. Vários, seriam os motivos para que os países passassem a se interessar por essas explorações. No entanto, historiadores atribuem como os principais deles a expansão religiosa, geográfica e econômica.

Com essas expansões começava também o início de uma globalização, pois no momento que os Europeus fossem disseminando seus povos em outros continentes, estaria aí, acontecendo uma interatividade econômica e cultural entre diferentes nações, caracterizando o fato como tal.

A expansão marítima na Europa

Foto: Reprodução

Os interesses na expansão

A Igreja católica via nessa exploração a chance de conquistar novos fiéis, após a perda de vários deles, por causa da reforma protestante. Os Reis queriam as conquistas de novas terras, pois as criações de novas colônias poderiam significar maiores riquezas. Mas, o destaque maior se dá por meio da busca por especiarias, condimentos como canela, pimenta e cravo, que na época eram muito valorizados.

A escolha das rotas

Naquela época existiam rotas comerciais terrestres e marítimas que ligavam o ocidente (que demandava os produtos) e o oriente (que ofertava os produtos), então o porquê dessas novas explorações? As rotas por terra eram dominadas pelos muçulmanos e eram demasiadamente longas, o que desestimulava os burgueses. As rotas marítimas se davam pelo Mar Mediterrâneo, mas, essas eram dominadas pelos italianos, que detinham o controle de oferta das mercadorias. Logo, a solução encontrada foi a exploração do Mar Atlântico, que seria uma nova rota até o oriente.

O progresso das navegações

Para que essa exploração pudesse acontecer os Estados Europeus tinham que passar por uma reforma política, existia uma necessidade de uma centralização política. Inclusive com delimitações de territórios. Portugal acabou sendo o primeiro Estado centralizado da Europa e, além disso, sua localização geográfica, voltado de frente para o mar Atlântico, ajudou muito para que ele fosse o pioneiro nas explorações.

Esse fator propiciou um aprimoramento à navegação por estar sempre em contato com o mar. Foi iniciado assim, na cidade de Sagres (Sul de Portugal) um local de estudos que reuniu navegadores, cartógrafos, cosmógrafos e outras pessoas curiosas pelas viagens marítimas. Esse local ficou conhecido como a Escola de Sagres. E nele eram feitos estudos que aprimoravam e criavam novas técnicas de navegação, além também, de novas ferramentas que facilitariam o alcance de seus objetivos. Então novos mapas de rotas eram criados, a bússola era aperfeiçoada, novos modelos de embarcações surgiam.

Além da posição geográfica privilegiada, existiu também a burguesia portuguesa, que financiou o projeto dessas explorações, a Nobreza, que apoiou e comandou as ações e o Clero português (Igreja) que completava as premissas necessárias para a aprovação dessas explorações.

Todos esses fatores citados favoreceram as conquistas marítimas por parte de Portugal, e vários navegadores acabaram se destacando. Entre eles:

  • Bartolomeu Dias: Que foi ao sul da África por volta de 1488, no local que hoje é denominado “Cabo da Boa Esperança”.
  • Vasco da Gama: Foi o primeiro navegador a chegar à Índia, em 1498. Voltando com uma grande carga de especiarias.
  • Pedro Álvares Cabral: Ele veio ao Brasil em 1500, sendo considerado como “o descobridor” do nosso país. Os índios já habitavam essas terras.

Outros países como Espanha, Holanda, França, e Inglaterra, acabaram entrando também, nos anos seguintes, nessas novas explorações. A divisão das terras dessa exploração se deu entre Portugal e Espanha (pois foram os primeiros a saírem na exploração), onde por sua vez, os demais países tentaram reivindicar essas terras posteriormente.

Veja mais!