Publicado por Natália Petrin

Você já deve ter ouvido falar em Zumbi, uma figura significativa quando falamos em resistência à escravidão no Brasil. Ele foi um escravo de origem africana que não aceitou a sua condição de cativo e fugiu. Ficou famoso, no entanto, devido o posto que exerceu na liderança do quilombo que o fez tornar-se conhecido como Quilombo dos Palmares.

Contexto histórico

O continente africano recebeu a visita dos portugueses no ano de 1483, pela primeira vez. Em troca das mercadorias vendidas aos africanos, receberam prisioneiros de guerra como pagamento, e estes seguiram para Lisboa como escravos para realizar trabalhos domésticos.

Depois disso, os portugueses organizaram expedições para capturar homens livres da África e fazer deles, assim como os prisioneiros de guerra, escravos. Por volta do século XVI foram levados para Portugal, e assim a escravidão durou mais de 300 anos.

Estima-se que em torno de 3,5 milhões de pessoas tenham sido trazidas da África para o Brasil como escravos, e mais de 6 milhões que aqui nasceram posteriormente foram submetidos ao mesmo trabalho escravo.

O que é quilombo

Quilombo, ou ainda mocambo, é um local construído por escravos no Brasil para a resistência à escravidão. Esses locais eram formados depois das fugas dos escravos das fazendas, engenhos ou das casas dos senhores nas cidades, mas não apenas era usado por escravos de um local, mas servia para refúgio de outros escravos foragidos de forma em geral.

Esses locais eram formados como uma forma a forçar os senhores para trazer melhores condições de vida e de trabalho, e até mesmo para livrar-se da escravidão.

A história de Quilombo dos Palmares

Foto: Reprodução/ internet

A maioria da população era de negros africanos que trazidos para a colônia, mas também tinha a presença de indígenas e homens livres que eram desertores das forças militares das potências coloniais, como era o caso do Quilombo dos Palmares.

Quilombo dos Palmares

O mesmo está localizado na Serra da Barriga, onde atualmente está o Estado de Alagoas. Era composto por mocambos, como Macaco, que era a capital, Subupira, Dambraganga, Tabocas e Osenga. A população desse quilombo ficou conhecida como palmarinos e trabalhava na terra para produzir alimentos e realizar trocas comerciais na região.

O primeiro líder do quilombo foi Ganga Zumba, que foi considerado um rei e liderou a resistência até 1677, quando houve uma expedição militar que trouxe muitas mortes. Ganga Zumba tentou um acordo que não deixou os palmarinos felizes: o quilombo continuaria existindo, mas não receberia mais escravos. Em uma nova investida, ele acabou morto por envenenamento, e foi quando Zumbi se tornou o novo líder.

O fim do quilombo dos palmares

Os escravos continuaram se refugiando no local e então as autoridades de Portugal se organizaram sob a liderança do bandeirante Domingos Jorge Velho, contratado assim uma ação para tentar destruir o quilombo. A partir do ano de 1692 foram realizados ataques com tropas fortes e, durante dois anos, houveram massacres e, depois desse tempo, o quilombo foi totalmente massacrado e destruído.

Os escravos que sobreviveram fugiram e, inclusive Zumbi, que conhecia bem a região, foi capturado e degolado no dia 20 de novembro de 1695. Sua cabeça foi levada para ser exposta no Recife, capital da Capitania de Pernambuco, como uma forma de intimidar e criar medo em escravos que quisessem fugir.

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