Publicado por Natália Petrin

Muitas pessoas logo pensam na raiva e na irritação quando falamos em irritabilidade. Na verdade, isso tem ainda outro significado no que se refere à área da biologia. Irritabilidade, que vem do latim, irritabilitas, refere-se à tornar-se irritada, ou seja, sentir raiva ou excitação mórbida em um órgão ou parte do corpo. Diferente da sensibilidade, que é a capacidade de detectar e processar a informação gerada por um estímulo (sendo, portanto, exclusiva dos animais e do sistema nervoso) é uma capacidade que está presente em todos os seres vivos.

O que é?

Trata-se da capacidade dos seres vivos de responder aos estímulos, tanto internos quanto externos, assim como às mudanças do meio, podendo acontecer de diversas formas, como por exemplo o crescimento em direção ao estímulo ou seu afastamento.

A irritabilidade e seu estudo pela biologia

Foto: Pixabay

Não se trata de um processo exclusivo aos animais e, portanto, não se trata de uma resposta do sistema nervoso, mas sim de uma resposta das células. Cada uma das células tem uma resposta diferente aos estímulos: por exemplo, as células do sistema nervoso têm uma transmissão do impulso no processo chamado condutibilidade.

Exemplificando

Podemos citar alguns exemplos de irritabilidade dos organismos:

  • Dilatação da pupila: a dilatação acontece como uma forma de adaptação à pequena quantidade de luz presente em um determinado ambiente. Quando há muita luz, entretanto, a pupila se contrai para proteger-se.
  • Plantas carnívoras e a dioneia: a planta se fecha após o estímulo de toque de um inseto em suas armadilhas, por exemplo.
  • Sensitiva: plantas que, ao serem tocadas, fecham os folíolos devido à perda de água da base das folhas.
  • Crescimento em direção à luz: as plantas normalmente crescem em direção à luz objetivando encontrar energia luminosa, esta, essencial para o processo da fotossíntese. Trata-se do fototropismo.

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