Publicado por Natália Petrin

Ao estudar as civilizações do Oriente Próximo, ou seja, os povos que se desenvolveram na Ásia Menor, como os persas e os hebreus, por exemplo, você deve ter visto que a civilização fenícia foi uma das que mais se expandiram. Ocuparam, inclusive, regiões ao longo do Mar Mediterrâneo como a região do noroeste da África, onde construíram a cidade de Cartago.

Os fenícios

Os fenícios foram um povo responsável por formar uma civilização bastante rica e que, devido ao posicionamento geográfico, conseguiu contato comercial com diversas caravanas nômades. A expansão comercial que vivenciaram foi responsável ainda pela organização de centros urbanos, sendo que em cada uma das cidades havia a presença de um monarca escolhido pelos grandes comerciantes e proprietários de terras. O cenário político, pode-se dizer, era controlado pelas parcelas mais ricas da população.

Alfabeto fenício: modelo de escrita para civilizações clássicas

Imagem: Reprodução/ internet

Expansão dos fenícios

A expansão aconteceu, principalmente, devido à capacidade de navegação, mas também de articulação comercial que o povo possuía. Isso exigiu, no entanto, formas eficazes de controle do armazenamento, assim como do fluxo de mercadorias. Foi a partir disso que começaram a desenvolver o alfabeto ou escrita fenícia.

Navegar e comercializar também exigiam conhecimentos mais complexos, como a cartografia, matemática e astronomia, e isso completou a necessidade, fazendo com que o povo sistematizasse uma escrita composta com caracteres fonéticos bastante simplificados.

Inicialmente, foram desenvolvidos, no total, 22 caracteres que equivaliam, cada um, a um som diferente. As combinações feitas com esses caracteres possibilitava a formação de palavras, tornando mais fácil a comunicação, principalmente quando era comparada às outras formas de escrita, como é o caso da dos egípcios, que usavam os hieróglifos.

Mais tarde, os gregos aperfeiçoaram a linguagem acrescentando algumas letras.

Criação de caracteres

A criação de caracteres que correspondiam a sons específicos, no entanto, não foi novidade quando os fenícios desenvolveram. Já existiam formas de comunicação com alfabetos fonéticos, como era o caso da proto-sinática, que foi a primeira, elaborada séculos antes. Esta, no entanto, era elaborada em hieróglifos, mas apesar disso tinha conexões entre o simbólico e os sons em torno de 1400 a.C.

Alguns séculos depois, entretanto, o alfabeto fenício tornou-se o principal modelo de escrita para civilizações clássicas, como os gregos e os romanos, que desenvolveram a língua latina que depois tornou-se a língua oficial do Império Romano, e também da Europa. Foi a principal língua alfabética do Ocidente, e deu origem à idiomas nacionais, como é o caso do italiano, do francês e também do português.

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