Publicado por Prof. Nathália Duque

O ambiente marinho é um local muito rico em diversidade de fauna e flora. Em relação aos animais marinhos, existem inúmeros invertebrados e vertebrados vivendo neste ambiente.

Esse animais são aqueles que vivem em águas salgadas, como mares e oceanos. Existem aqueles que são tão pequenos que só podem ser vistos ao microscópico (microfauna), já outros, atingem alguns metros de comprimento (macrofauna).

Os animais marinhos mais conhecidos são: protozoários unicelulares, medusas, moluscos, crustáceos, peixes, esponjas, baleias, água-viva, tubarão, serpente marinha, cavalo marinho, estrela-do-mar, vermes, ostras, entre outros.

Apesar disso, o ambiente marinho tem sido alterado de maneira significativa devido aos múltiplos impactos ambientais resultantes de atividades mineradoras, construção de barragens e represas, e desvio do curso natural de rios.

Além disso, há o lançamento de esgoto doméstico e industriais não tratados, desmatamento, uso inadequado do solo em regiões ripárias e planícies de inundação, exploração de recursos pesqueiros e introdução de espécies exóticas.

O resultado dessas alterações representa uma queda acentuada da biodiversidade aquática, em função da desestruturação do ambiente físico, químico e alterações na dinâmica e estrutura das comunidades biológicas.

Os animais marinhos e a extinção

As espécies de animais marinhos vivos constituem apenas uma pequena parte dos diferentes seres que existiram. E é possível que algo como 99% de todas aquelas que já viveram estejam extintas.

Tartaruga no mar

Apesar de diversos, os animais marinhos correm sérios riscos de extinção (Foto: depositphotos)

O registro fóssil, com todas as suas imperfeições, somente nos indica uma pequena parcela da imensa variedade de vida que existiu no planeta e jamais poderemos ter uma história completa e perfeita de como ela se desenvolveu.

Embora seja difícil determinar as verdadeiras circunstâncias que levaram à extinção das espécies fósseis, pode-se sugerir algumas causas que a provocaram conforme abaixo indicado:

  • Destruição ou degradação de habitat
  • Extermínio em decorrência de extinções anteriores
  • Invasão de habitat por espécies agressivas ou competidoras
  • Introdução de elementos patogênicos
  • Caça ou matanças deliberadas por ação humana
  • Eventos catastróficos localizados ou globais.

Os exemplos relativos às causas de extinção e os fatores que a afetam são inúmeros.

Na atualidade, degradação e destruição de habitat são as mais frequentes causa de extinção ou de sua ameaça, em virtude da rápida ocupação humana do planeta e eliminação dos habitats naturais de um enorme e crescente número de espécies.

Principais animais marinhos com risco de extinção

  • Vaquita: um boto da mesma ordem das baleias e golfinhos
  • Baleia-azul: considerado o maior animal do planeta
  • Peixe-boi marinho: no Brasil, é a espécie marinha mais ameaçada em extinção
  • Tartaruga-de-couro: é uma espécie criticamente em perigo
  • Tartaruga-de-pente: também constitui uma espécie criticamente em perigo
  • Toninha: é a espécie de golfinho mais ameaçada de extinção
  • Tubarão-baleia: a caça ilegal desse animal reduziu sua espécie pela metade nos últimos 50 anos
  • Tubarão-branco: é considerado o maior peixe predador
  • Tubarão-frade: é considerado o segundo maior peixe conhecido.

Animais marinhos já extintos

  • Dugongo-de-Steller (Vaca-Marinha-de-Steller)
  • Arau-gigante (Pinguim-impennis)
  • Foca-Monge-do-Caribe
  • Leão-Marinho-Japonês
  • Baiji (Golfinho branco).

O ser humano e os animais marinhos

Não é recente as interações que acontecem entre o ser humano e a fauna marinha. Os objetivos dessa interação são variados, tais como: caça predatória, diversão, pesquisa científica, descobertas medicinais, e entre outros.

No Brasil, ocorrem tanto interações positivas quanto negativas. Na região costeira do nosso país é muito comum a pesca interativa entre pescadores e cetáceos (golfinhos).

Os golfinhos, por exemplo, encurralam cardumes de tainhas (peixes) em direção às redes dos pescadores, recebendo em troca, uma parte dessa pesca.

Porém, existem casos de interações negativas onde os conflitos ocorrem principalmente em função dos danos aos equipamentos pesqueiros e também em ocasiões nas quais os mamíferos marinhos são tidos como competidores da comunidade pesqueira.

Por essas razões, os animais marinhos, em muitas ocasiões, podem ser feridos ou até mesmo mortos.

Quais são os maiores animais marinhos?

Separamos nove animais marinhos que possuem um grande porte e colocamos a seguir cada um deles de forma crescente. Confira:

  • Tubarão branco: medindo até 7 metros de comprimento
  • Regaleco: um peixe enorme, podendo alcançar 8 metros de comprimento
  • Polvo gigante: quando esse animal estica seus tentáculos, pode alcançar 10 metros de comprimento
  • Lula gigante: podendo alcançar até 12 metros de comprimento
  • Tubarão-frade: podendo alcançar até 12 metros de comprimento
  • Tubarão-baleia: esse animal pode atingir 19 metros de comprimento
  • Cachalote: é o maior animal com dentes do mundo. Atinge cerca de 24 metros de comprimento
  • Baleia azul: a maior baleia azul encontrada registrou 33 metros de comprimento
  • Água viva juba de leão: é o maior animal marinho já visto. Também é chamada de água viva cabeluda. Chegando a medir 36 metros de comprimento. Pode ser encontrada na Nova Zelândia e Austrália.
Água viva no fundo azul

Esse tipo de água viva pode chegar a 36 metros de comprimento (Foto: depositphotos)

Os animais marinhos e a poluição

No Brasil, é relativamente recente a preocupação com a proteção dos ecossistemas marinhos. Por isso, existem poucos grupos voltados para a avaliação do impacto biológico de poluentes lançados no mar.

A descarga de esgotos, derivados de petróleo e outros tipos de poluentes têm causado inúmeros efeitos adversos sobre as comunidades biológicas que habitam os ecossistemas marinhos.

Na determinação dos efeitos da poluição, os mexilhões são bastante utilizados, pois habitam áreas costeiras, vivendo fixos às rochas e alimentando-se por filtração de partículas em suspensão na água.

Devido ao seu modo de vida, esses organismos podem absorver e acumular compostos químicos que estejam presentes na água, estando assim expostos aos seus efeitos nocivos.

Os danos ambientais causados ainda não foram bem compreendidos no Brasil e por isso temos uma reprovável tolerância.

O óleo no mar, nas praias e costões, mata algas, peixes, moluscos e crustáceos. Em grandes quantidades impedem ou reduzem a passagem de raios solares e a insuficiência de luz reduz a fotossíntese (produção de oxigênio a partir de gás carbônico) feita pelas algas.

Há enorme prejuízo à fauna e à flora, prejudicando diretamente a cadeia alimentar. A história registra acidentes gravíssimos cujas perdas ambientais foram irreparáveis, ou seja, não puderam ser exatamente avaliados.

Entretanto, a humanidade habituou-se a tratar o ambiente marinho, mais especificamente, a água, como algo inesgotável na natureza. Contudo, sabemos que este é um recurso que vem se tornando escasso.

O desperdício é enorme e os recursos finitos. Precisamos cuidar mais das águas marinhas e dos seres vivos que vivem nesse ambiente.

*Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Referências

FREITAS, Vladimir Passos de. “Poluição de águas“. Revista CEJ, v. 1, n. 3, p. 12-20, 1997.

HADDAD JUNIOR, Vidal. “Animais aquáticos de importância médica no Brasil“. Rev. Soc. Bras. Med. Trop, v. 36, n. 5, p. 591-597, 2003.

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