Publicado por Lia Vieira

Muitas vezes usamos os verbos ver e vir da forma errada, sem saber se estão adequadas em seu contexto ou não. No entanto, precisamos estar atentos para passar longe de pequenos erros que podem ser evitados quanto às regras gramaticais. Um verbo pode assumir a forma do outro, neste caso.

Aprendendo o emprego dos verbos ver e vir

Foto: Reprodução/ internet

Como seria a forma correta de falar:

  1. Se meu pai me ver
  2. Se meu pai me vir

E aqui:

  1. Quando meu pai me ver
  2. Quando meu pai me vir

Para entender melhor, vamos a conjugação.

Conjugação dos verbos

Ver

Se eu vir

Se tu vires

Se ele vir

Se nós virmos

Se vós virdes

Se eles virem

Vir

Se eu vier

Se tu vieres

Se ele vier

Se nós viermos

Se vós vierdes

Se eles vierem

Com a conjugação, podemos concluir que o certo seria “quando meu pai me vir”, certo?

Esclarecendo a confusão

“Ver” e “vir” são verbos que causam confusão quando são empregados no futuro do subjuntivo, pois assumem um a forma do outro, semelhante ao que acontece com verbos derivados de ver como “antever”, “rever”, “entrever”, e “prever”, por exemplo, e com os verbos derivados de vir, como “sobrevir”, “provir”, “convir”, “intervir”, “advir”, entre outros.

Pode-se, em ambos casos citados como exemplo, extrair o futuro do subjuntivo da terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo. Nesse caso, por exemplo, vamos usar o verbo “ver”. Eles viram: tira-se o sufixo – am – e têm-se a primeira pessoa do futuro do subjuntivo.

Fácil, né? O mesmo vale para o verbo “vir”. Eles vieram: elimina-se a terminação – am – e têm-se “vier”, a primeira pessoa do futuro do subjuntivo.

Conjugação no futuro do subjuntivo

Ver

Vir

Vires

Vir

Virmos

Virdes

Virem

Vir

Vier

Vieres

Vier

Viermos

Vierdes

Vierem

Prover

O verbo prover, no entanto, é uma exceção da conjugação de verbos terminados em ver. Nesse caso, conjuga-se como ver, mas regular no perfeito:

Provi

Proveste

Proveu

Provemos

Provestes

Proveram

E no imperfeito do subjuntivo

Prover

Proveres

Prover

Provermos

Proveres

Proverem

Concordância

O verbo “ser”, diferente dos outros, acaba sem concordar com o sujeito em algumas frases para concordar com o predicativo do sujeito. Por exemplo, na frase “O resto é silêncio”, o predicativo do sujeito é o silêncio, uma vez que trata-se de um predicado nominal.

Já na frase “Nem tudo são flores”, o verbo concorda com o predicativo que está no plural.

Quando temos dois pronomes pessoais, o verbo concorda com o primeiro nome: “Ela não é eu”.

Quanto temos predicativo com pronome demonstrativo “o”, concorda preferencialmente com o predicativo: “Amigos foi o que lhe faltou”.

Quando temos sujeito expresso por medida ou quantidade, concorda preferencialmente com o predicativo: “Dez anos de casados não é fácil”.

Quando temos sujeito indicando a data, tempo ou distância, o verbo vai concordar com o predicativo, mas se houver mais de número, o verbo concordará com o que estiver mais próximo: “São 20 de setembro”, “É 1° de abril”.

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