Publicado por Katharyne Bezerra

A globalização é um processo que integra as partes econômicas e socais de diferentes nações. Assim, foi através dessa espécie de mercado financeiro que surgiram as famosas multinacionais, atualmente conhecidas como transnacionais. Estas, por sua vez, se resumem em empresas que possuem suas matrizes em um só país, mas também têm filiais espalhadas por diversas outras nações.

Este cenário é construído devido a vontade que esses negócios possuem de se tornarem ainda mais lucrativos. Desta forma, se instalam em países, geralmente, em processo de desenvolvimento e acabam se beneficiando dos aspectos dessas localidades, como baixos impostos, mão de obra em abundância e barata, demasiada matéria prima entre outros.

Como surgiram as multinacionais?

Com toda certeza você já usou alguma peça de roupa que não foi produzida no seu país de origem ou até mesmo bebeu um refrigerante de reconhecimento mundial, que pode até ser produzido no Brasil, mas que tem sua fábrica matriz em outra nação. Todavia, nem sempre foi assim. Para as empresas chegarem a serem conhecidas em outros países, além do seu de origem, foram necessários longos anos, iniciados no final do século XIX.

Foi em 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, que as indústrias começaram a atuar de forma mais intensiva no mercado mundial. Já no Brasil, as primeiras empresas multinacionais que se instalaram foram trazidas por Juscelino Kubitschek, durante o período de 1956 a 1961. Entre as fábricas em terras tupiniquins, nesta época, estavam a Ford, Volkswagen, GM, entre outras.

As empresas multinacionais e suas características

Foto: Pixabay

O crescimento das transnacionais

Quanto mais filiais uma empresa possui em diferentes países, mais famosa e lucrativa ela é. Seguindo este ideal, as fábricas que desejam crescer ainda mais em seus ramos buscam alternativas para espalhar não só seus produtos por todo o mundo, mas também suas próprias indústrias. Frente a isso, localidades subdesenvolvidas são as primeiras opções para empresas que visam o lucro.

Com o auxílio do sistema capitalista e os benefícios concedidos pelos governos de cada país em processo de desenvolvimento, as multinacionais abrem filiais e aumentam suas lucratividades. Na maioria das vezes, por exemplo, a nação que recebe uma transnacional doa o terreno para a construção da indústria e a isenta dos impostos. Em troca, as fábricas geram mais empregos e desenvolvimento para aquela região. Por essa troca, esse tipo de mercado está sempre em grande escala de crescimento.

Todavia, o lucro que determinada empresa conseguir não é investido no país que a abrigou. Boa parte da lucratividade volta para a matriz e outra parcela é destinada à construção de mais filiais espalhadas pelo mundo. Se resume em um ciclo de investimento da empresa multinacional em seu próprio capital e mercado.

Exemplos de multinacionais

  • Volkswagen (Alemanha);
  • Fiat (Itália);
  • Toyota (Japão);
  • Nokia (Finlândia);
  • Nestlé (Suíça);
  • Petrobras (Brasil).

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