Publicado por Robson Merieverton

Com o advento da tecnologia, a forma com que as pessoas lidam com alguns assuntos sofreu uma mudança drástica, sobretudo no âmbito da educação. A utilização das redes sociais, por exemplo, exigiu com que os professores e diretores das escolas tivessem jogo de cintura para usar essas ferramentas de forma a atrair a atenção dos alunos, pais e demais envolvidos na educação das crianças.

O WhatsApp, por exemplo, existe há sete anos e já atingiu a marca de um bilhão de usuários que enviam cerca de 42 milhões de mensagens por dia em todo o mundo. O Brasil é um dos países mais importantes para o WhatsApp e por isso já faz parte da forma de comunicação de diferentes setores da sociedade, como hospitais, comércio, segurança pública tribunais de justiça, dentre outros.

Diversas escolas já institucionalizaram o WhatsApp como meio de comunicação e incentivo aos estudos, onde alunos, professores e família estão interligados. Isso acaba facilitando a solução de dúvidas e, de certa forma, propiciando um trato mais direcionado nesse quesito, já que, na sala de aula, o tempo que se dedica ao acompanhamento de um aluno pode atrasar o conteúdo programado para a aula.

Através do WhatsApp, escola, família e aluno estreitam ainda mais relação

Foto: depositphotos

Através do WhatsApp, escola, família e aluno estreitam ainda mais relação

Utilizando o WhatsApp em prol da educação

Se para algumas pessoas as possibilidades que o aplicativo apresenta são muitas, mediante o potencial que ainda é desconhecido pelas instituições de ensino, para outras, elas estão sendo muito bem aproveitadas.

Na Escola Estadual Filadélfia, em Salvador, os alunos usam o aplicativo para revisar e desenvolver seus conhecimentos em matemática, por meio do Projeto Tabuada. Nele, os alunos devem estudar as quatro operações matemáticas, 20 minutos por dia, em suas casas e depois acessar o aplicativo e falar com os professores, caso exista alguma dúvida para ser tirada.

O contato também possibilita que exercícios sobre o conteúdo estudado seja enviado, reforçando tudo que está sendo visto na sala de aula. O professor Humberto Lima, responsável pela idealização e uso do projeto com fins educacionais, comenta que a praticidade oferecida pelo WhatsApp foi o motivo para sua escolha como finalidade pedagógica.

Para ele, o mecanismo ainda ajuda o educador a perceber se o aluno está com alguma dificuldade específica. “Foi uma forma de promover interação e fazer com que os estudantes tenham acesso ao conhecimento de maneira mais divertida. Agora, posso tirar as dúvidas de qualquer lugar”, afirma o professor.

Ainda em Salvador, dessa vez na escola a Escola Estadual Severino Vieira, o aplicativo de troca instantânea de mensagens vem sendo usado para aproximar a família da escola. O programa Educar para Transformar consiste na formação de grupos do WhatsApp de pais e responsáveis de alunos do 6º e 7º ano no turno integral. A finalidade é deixá-los informados sobre as atividades diárias e desempenho de seus filhos por meio do grupo.

A participação da família e a dedicação dos alunos são estimuladas por meio de uma premiação com medalhas Família Nota 10 e o Aluno 1000. A coordenadora pedagógica e psicopedagoga, Vilma Beatriz Gonçalves, explica que, com os grupos, os pais têm participado mais da escola e, principalmente, ampliado o vínculo afetivo com os filhos. “Quando eles acompanham as atividades da escola e dos filhos, sistematizam um vínculo afetivo com eles”, considera.

Em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, a professora de ciências Debora Marchry, sentiu a necessidade de incentivar mais os alunos ao hábito da leitura. A partir daí identificou que poderia utilizar o celular como um parceiro nesta missão. Ela escreve artigos semanalmente para um jornal da cidade. Os artigos abordam os conteúdos trabalhados em aula.

Após a publicação, ela tira foto da página do jornal e envia a imagem do texto para um grupo de alunos no WhatsApp para que eles leiam em casa pelo celular. A partir do envio do texto, a professora propõe alguns exercícios que envolvem a aplicação do tema, como o compartilhamento de fotos de animais que acharam curiosos e até a denúncia de entulhos de lixo.

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