Publicado por Débora Silva

Em sua “Novíssima Gramática da Língua Portuguesa”, o gramático Domingos Paschoal Cegalla afirma que o emprego do hífen é matéria extremamente complexa e continua mal disciplinada pelo novo sistema ortográfico.

Nós, usuários da língua portuguesa, sabemos muito bem as dificuldades que envolvem o tema, não é mesmo?

O uso correto do hífen é um assunto que realmente provoca muitos questionamentos entre os falantes do nosso idioma. Algumas palavrinhas causam ainda mais dúvidas, como o caso de “bem estar”. Ou seria “bem-estar”? Devemos usar o hífen ou não? Saiba mais neste artigo.

“Bem-estar” deve ser escrito com hífen

A palavra “bem-estar” refere-se a um estado de conforto, boa disposição, sendo sinônimo de segurança, aconchego, satisfação, conforto, tranquilidade e outros aspectos positivos. A forma correta de escrita é “bem-estar”, com hífen.

De acordo com o estudioso Domingos Paschoal Cegalla, uma das regras de emprego do hífen é:

O hífen deve ser empregado depois de bem- (como prefixo e não como advérbio), antes de palavras que têm vida autônoma e quando a pronúncia o exigir. Exemplos: bem-estar, bem-amado, bem-me-quer, bem-aventurança, bem-nascido, bem-vindo etc.

A formação da palavra “bem-estar”

A palavra “bem-estar” é formada através de composição por justaposição. Nesse tipo de processo de formação, ocorre a união de duas ou mais palavras (ou radicais), sem a alteração de sua estrutura. Dessa maneira, as palavras “bem” e “estar” mantêm a sua autonomia.

Exemplos

Veja a seguir algumas frases com “bem-estar”:

  • Essa cidade me proporciona bem-estar.
  • As pessoas se preocupam com o bem-estar daqueles que ama.
  • As orientações visam garantir o bem-estar dos indivíduos.
  • Preocupo-me com o bem-estar dos meus pais.

 

*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas).

Veja mais!