Publicado por Natália Petrin

Bócio é o nome dado ao conjunto de doenças que estão diretamente relacionadas à glândula tireoide e seu aumento perceptível. Essa glândula está localizada na parte anterior e inferior d pescoço, e é aí que o aumento pode ser percebido, mas pode envolver toda a tireoide ou ainda provocar a formação de um ou mais caroços, denominados nódulos.

Esse aumento da tireoide pode vir acompanhado ainda da redução ou do excesso de seu funcionamento, que é o que chamamos de hipotireoidismo e hipertireoidismo, respectivamente.

Causas e propensão à doença

Pode ser causado por doenças herdadas na família, ou ainda por doenças autoimunes, tumores benignos ou malignos ou ainda a carência de iodo no organismo. São propensas à doença pessoas que tenham problemas como esses em suas famílias, além de mulheres entre os 20 e 40 anos, necessitando de investigações diagnósticas e de tratamentos.

Bócio: entenda sobre essa doença que afeta a tireoide

Foto: depositphotos

O desenvolvimento da doença se dá de acordo com a causa. Quando se trata da falta de iodo na dieta, ocorre em regiões que são carentes desse elemento no meio ambiente, principalmente cerrado e regiões montanhosas.

Quando há doenças autoimunes, os anticorpos se desenvolvem contra a glândula, podendo causar o bloqueio ou o estímulo na produção de hormônios. Quando é doença familiar, pode ser decorrente de defeitos em etapas diversas da síntese dos hormônios. Há ainda a proliferação dos folículos da glândula, que é conhecido como bócio coloide.

Sintomas

Os sintomas da doença são decorrentes dos efeitos locais, ou ainda dos efeitos decorrentes do aumento ou da diminuição na produção hormonal. Entre os sintomas locais, podemos citar a dificuldade para respirar – principalmente quando eleva os dois braços ao mesmo tempo – ou engolir alimentos, tosse irritativa, rouquidão, voz com duas tonalidades, dilatação das veias do pescoço.

Prevenção

Para prevenir a doença, em regiões em que há a deficiência do iodo, a substância deve ser administrada por meio da iodação do sal de cozinha que, inclusive, é obrigatória por lei. Deve-se evitar também a radioterapia sob a tireoide, assim como a sua contaminação com radioatividade como forma de prevenir os tumores.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de história clínica e exames completos, desde a apalpação do pescoço à exames clínicos. Podem, nos exames de sangue, ser detectados sinais das alterações na produção hormonal (hormônios da tireoide T3 e T4 ou o que controla a tireoide TSH), assim como os anticorpos anti-tireoide, a ultrassonografia da região cervical e a cintilografia da tireoide, além de radiografias da região.

Tratamento

O tratamento vai depender da causa. Quando se trata de problemas hormonais, deve-se tomar medicamentos que controlam o funcionamento da tireoide. Já quando há suspeita de tumores, é indicada a cirurgia de retirada da glândula, e quando ainda, após a cirurgia, existirem resquícios dos tumores, deve-se fazer ainda um tratamento com iodo radioativo.

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