Publicado por Débora Silva

A principal função da língua é a comunicação e a nossa linguagem deve se adequar à situação de comunicação, ao contexto. A variação linguística é um dos fatores que devem ser considerados quando abordamos o tópico da modalidade oral, que mostra que o falante de determinada língua está sob influências históricas, sociais ou culturais. Dessa forma, determinar o que é certo e o que é errado torna-se uma tarefa difícil, porém existem alguns hábitos, principalmente na escrita, que devem ser evitados para não prejudicar muito o nosso discurso. Dentre os hábitos que devem ser evitados, estão os cacoetes de linguagem.

Cacoetes de linguagem

Foto: Reprodução

O que são os cacoetes de linguagem?

Os cacoetes de linguagem são um fenômeno muito comum que nós, falantes, adquirimos sem perceber, como uma espécie de mania. Por não apresentarem valor linguístico, ou seja, por serem vazios de significação, os cacoetes são considerados vícios de linguagem e “muletas do idioma”.

Os cacoetes são expressões que surgem em determinada época e podem ser passageiros ou podem cristalizar-se na fala dos indivíduos, surgindo de maneira automática e podendo prejudicar a conversa com o interlocutor.

Exemplos de cacoetes de linguagem

Com certeza você ou algum amigo seu conhecem alguns cacoetes de linguagem e, ao saber identificá-los, fica mais fácil evitá-los, sobretudo na escrita. Confira a seguir alguns dos exemplos mais comuns:

  • Tipo – A palavra “tipo” passou a ser utilizada de maneira aleatória em um discurso, no meio de outras palavras, porém sem nenhuma espécie de utilidade;
  • Meio que – A expressão “meio que” também é um vício de linguagem que entrou no vocabulário de muitas pessoas;
  • Cara – O termo “cara” é bastante comum, sendo utilizado para se referir às outras pessoas, mas existem casos que a palavra não serve para isso, sendo apenas um vício adquirido. Veja o exemplo a seguir: “Cara, você precisa assistir, cara, o filme é ótimo, cara, roteiro inteligente e atores ótimos, cara!”;
  • Tipo assim – A expressão “tipo assim”, nos casos mais extremos, pode inclusive ser encontrada nos textos escritos;
  • Gerundismo – O gerundismo é um modismo e ocorre quando a forma nominal do gerúndio é usada de maneira inadequada.

*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas).

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