Publicado por Natália Petrin

O canibalismo é o nome que recebe o ato de um indivíduo matar e comer o outro de sua mesma espécie. A relação ecológica chamada de canibalismo é intraespecífica e desarmônica. Apesar de se tratar de uma relação natural em algumas espécies, ou seja, uma relação ecológica, existem situações extremas que podem fazer com que outras espécies adotem a prática de forma “não natural”.

Quem pratica

Algumas espécies de animais, como é o caso das aranhas viúvas-negras, além de outras, escorpiões e louva-deus, praticam o canibalismo após o acasalamento. Nesses três casos, a fêmea devora o seu parceiro. Existem ainda peixes que se alimentam dos alevinos da mesma espécie.

Causas

Existem muitos motivos que levam os animais de diversas espécies a praticar o canibalismo, mas entre essas causas, destacam-se a supremacia reprodutiva, necessidade de obter uma reserva de proteínas para o desenvolvimento dos embriões – esse é o caso das fêmeas que devoram os parceiros, por exemplo –, além da rivalidade, que pode ser causada por escassez de alimentos ou pelo aumento excessivo da população da espécie.

Canibalismo: ser que mata e come o outro de sua mesma espécie

Foto: Reprodução/ internet

Esse caso do aumento das espécies pode ser observado em ratos almiscarados. Quando aumenta a população a ponto de não terem mais lugares para construir ninhos, os machos começam a matar e se alimentar das fêmeas e dos filhotes indefesos.

Essa situação também se aplica aos caranguejos-aranha, de nome científico hyas araneus, que devoram os indivíduos mais jovens, que ainda tem a carapaça mais mole.

Canibalismo intrauterino

O canibalismo intrauterino acontece no caso de algumas espécies de tubarões, como é o caso do tubarão-anequim, tubarão-anequim-de-barbatanas-compridas, tubarão-mangona e tubarão-touro. Os embriões mais fortes devoram os que são mais fracos, além dos ovos que não foram fecundados.

Canibalismo em espécies não-canibais

Algumas espécies não-canibais praticam o canibalismo em determinadas situações, como mencionado anteriormente. Como exemplo, podemos citar o caso de pintinhos ou porcos que são criados para o abate, que quando tem infraestrutura ou manejo inadequado, podem vir a cometer o canibalismo.

Canibalismo em humanos

O canibalismo entre humanos, denominado antropofagia, foi uma prática aceita culturalmente em tribos indígenas e astecas das Américas, da África e de algumas ilhas do Pacífico Sul. Porém, depois da colonização, a prática foi abandonada em sua maioria.

Existe, no entanto, alguns casos que deixam o mundo todo impressionado: assassinatos seguidos de canibalismo. Mas a prática pode ainda ser usada em casos diferentes, como foi o caso de 1972, em que 16 pessoas sofreram um acidente em um avião uruguaio que caiu na Cordilheira dos Andes. Os sobreviventes, sem opção para sobreviver, alimentaram-se da carne dos passageiros mortos em decorrência da queda do avião. O resgate somente aconteceu 71 dias após o acidente, de forma que a antropofagia salvou suas vidas.

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