Publicado por Anna de Cássia

No século XVII os holandeses vieram para o Brasil e invadiram nosso território. Iniciaram uma colonização holandesa na cidade do Recife, em Pernambuco. Na época, quem estava a frente dessa invasão era um conde chamado Maurício de Nassau, e durante a colonização Recife teve um grande avanço urbano e econômico.

Cidade Maurícia em Recife

Foto: Reprodução

A criação da Cidade Maurícia, ou Mauriciópolis

Próximo ao litoral de Recife existia uma ilha chamada Ilha de Santo Antônio. Ali naquela ilha Maurício de Nassau construiu uma cidade que batizou de Cidade Maurícia. Uma característica marcante era que ela era muito pequena, já que ficava em uma pequena ilha.

Tinha apenas 15 ruas que foram criadas em um formato geométrico, e também foram construídos canais, prédios muito pelos, e até dois palácios (entre eles está o Palácio de Friburgo, que era onde ele morava). A proposta de criação dessa cidade era construir em Pernambuco uma réplica da cidade Amsterdã, que é a capital da Holanda. Foram construídas duas potes, uma que ligava a Cidade Maurícia ao continente, e outra que ligava a outra ilha chamada de Recife (onde hoje se localiza o bairro Recife Antigo).

 Melhorias feitas por Maurício de Nassau no Recife

Além de todas essas construções na Cidade Maurícia, ele também calçou as ruas da cidade, proibiu a passagem de carroças de bois para não estragar as estradas, criou o primeiro corpo de bombeiros, construiu várias casas de baixo aluguel para a população.

Ele foi mediador de um conflito religioso que estava havendo em Recife na época, e acabou permitindo que os Judeus se mudassem para a cidade e construíssem uma sinagoga, e fossem bem aceitos pelos católicos, que ates não queriam sua presença e várias vezes tentaram expulsá-los.

O que aconteceu com a Cidade Maurícia?

Depois que os portugueses expulsaram os holandeses de Recife, a Cidade Maurícia foi abandonada. Transformou-se no Bairro de Santo Antônio, e os prédios construídos por Maurício de Nassau foram doados para instituições religiosas. O Palácio Boa Vista, por exemplo, foi doado aos frades carmelitas, que o transformaram em um convento.

As demais casas foram dadas para moradores portugueses, que acabaram reformando e transformando em prédios empresariais e pontos comerciais. Hoje em dia o Bairro de Santo Antônio ainda existe na cidade do Recife, mas está bem diferente de como era na época dos holandeses. É muito próxima do centro da cidade, e por isso recebe diariamente um enorme fluxo de pessoas.

Veja mais!