Publicado por Débora Silva

Para desvendar um crime, os peritos tentam coletar todas as pistas possíveis e a ciência pode ser de grande ajuda para alcançar o objetivo. Com a evolução da tecnologia, da genética e a sua integração a sistemas ultra-informatizados, a solução de crimes está cada vez mais fácil. Além dos testes de DNA, existem programas de computador  que transformam vídeos de vigilância pouco claros em imagens mais nítidas; scanners químicos que sondam evidências; sensores experimentais que analisam as ondas cerebrais do suspeito, apontando o que ele sabe ou não; computadores que traçam o perfil geográfico e diversas outras ferramentas que ajudam a solucionar um mistério.

Os testes de DNA

É comum encontrarem algum vestígio do criminoso nos locais de crime, que pode ser um fio de cabelo, uma gota de suor, gota de sangue ou saliva. A partir de um destes itens pode-se descobrir quem é o ladrão ou assassino. E como isto é possível? Isto ocorre porque no fio de cabelo, por exemplo, é encontrado o DNA, uma molécula que contém as informações de determinada pessoa. Cada pessoa possui um DNA único que é encontrado em todas as células do corpo e, por isso, a identificação é possível.

Há menos de cinco anos, a polícia precisava de até 500 células de um criminoso para ter uma amostra de DNA decente; hoje, com o aperfeiçoamento das técnicas, apenas algumas são necessárias.

Na verdade, o DNA geralmente só é encontrado em células que têm núcleo, o que exclui as células das unhas, dentes e fios de cabelo. Estas células possuem o chamado DNA mitocondrial, que é uma forma mais primitiva do código genético herdado apenas da mãe. No entanto, uma técnica de sequenciamento de DNA mitocondrial, desenvolvida por antropólogos para traçar os ancestrais humanos, vem sendo utilizada pelos pioneiros do combate ao crime. Esta tecnologia não é tão exata quanto o perfil do DNA tradicional, mas já tornou possível um julgamento de um assassinato, graças ao teste mitocondrial de dois fios de cabelo que foram encontrados no local do crime.

O DNA também é usado para identificar a paternidade de um indivíduo, já que ele é composto por uma parte vinda do pai e outra vinda da mãe.

Como a ciência soluciona crimes?

Foto: Reprodução

Impressões digitais

A papiloscopia é uma das mais antigas maneiras de identificar um indivíduo, analisando-se as saliências dos pés, mãos e dedos, conhecidas como “impressões digitais”. As impressões digitais também são únicas em cada pessoa, cada um possui uma digital diferente, até mesmo os irmãos gêmeos. É justamente por isso que elas podem ser usadas na solução de crimes.

A coleta das impressões digitais não é tão simples quanto parece, já que a maioria delas não é visível a olho nu e, dependendo do suporte, nem sempre é possível identificá-las. O problema das superfícies molhadas, por exemplo, foi resolvido com o desenvolvimento de nanopartículas de óxidos de zinco, utilizadas em um pó que reage com a gordura deixada pelas digitais mesmo na água. Depois disso, basta iluminar a região desejada com luz ultravioleta e a digital aparecerá brilhante e pronta para ser registrada.

Os estudiosos também estão tentando usar equipamento de infravermelho na análise da composição da gordura das impressões digitais. Com isso, os suspeitos seriam identificados não apenas pelo padrão das digitais, mas também pela química.

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