Publicado por Nayla Georgia

Uma cidade autossuficiente e autossustentável, completamente independe de combustíveis fósseis, com um grau de poluição e desperdício mínimos, por muitos anos pareceu uma ideia saída de um enredo de ficção-científica do século passado. Porém, não mais.

Conheça Masdar, a cidade sustentável

A cidade, situada em um deserto nos Emirados Árabes Unidos, a 30 km de distância da capital, Abu Dhabi, promete se sustentar apenas com energias renováveis, reutilizando todo o lixo que produz, e ainda é dotada de um transporte público movido a eletricidade. Com esse pacote de medidas, a expectativa é neutralizar toda a emissão de gás carbônico.

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Foto: reprodução/site aishasoffice

Por ora – aliás, desde 2008 -, Masdar não passa de um canteiro de obras circundado por seis prédios e uma universidade. Espera-se que até 2030, quando a empreitada for concluída, que seus 6 km² venham a abrigar mais de 40 mil pessoas, fora a mão-de-obra em empresas que, como a própria cidade, prezem pelo meio-ambiente.

Energia sempre renovável

Planeja-se utilizar apenas energia solar e eólica em Masdar, neutralizando, assim, toda a emissão de gás carbônico. Os veículos, elétricos e públicos, operarão apenas no subsolo ou em trilho suspenso, descongestionando as vias. Todo o lixo produzido será reutilizado – mediante uma usina de compostagem para transformar material orgânico em adubo.

Arquitetura e urbanismo de renome

Para além das questões puramente práticas e de funcionalidades, Masdar também se destacará pela sua sofisticação: o projeto urbanístico é assinado por ninguém menos que Norman Foster, renomado arquiteto britânico, e inclui estações de tratamento de água e esgoto e centros de reciclagem. Os espaços arborizados serão colonizados por espécies que produzem biocombustíveis.

Ainda está distante…

Muito embora esteja distante de ser inaugurada, os auspícios já são alvissareiros: Masdar recicla quase 90% dos refugos da própria construção. A madeira é picada e espraiadas em áreas ajardinadas. O concreto é moído e reempregado no preenchimento do solo.

No tocante aos resíduos orgânicos, a comunidade contará com usinas públicas de compostagem, cujo adubo será usado nas áreas verdes. Moradores também receberão composteiras domésticas.

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