Publicado por André Luiz Melo

O processo de urbanização do Brasil se confunde com o século XVI, quando surgiram os primeiros centros urbanos ao logo da faixa litorânea. Já nos dois séculos posteriores, a produção do açúcar, a mineração e, a partir do século XIX a descoberta do café, foram responsáveis pela concretização desse avanço urbano no país do período colonial português.

Como se deu a urbanização brasileira?

Foto: Reprodução

Durante esse período, surgiram localidades urbanas atualmente consideradas importantes cidades no território brasileiro, a exemplo do Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Goiás (GO), Cuiabá (MT), Vila Rica (MG), Lages (SC), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

A partir do século XX, em 1930, a industrialização representou um divisor de águas no que tange ao crescimento urbano do País. Foi nesse período em que a população brasileira começou a se firmar predominantemente urbana, atraída tanto pela oferta de postos de trabalho quanto pelo desenvolvimento e representatividade que as cidades já tinham à época.

Do campo para as cidades

O crescimento do mercado industrial nos centros urbanos favoreceu o êxodo rural – que compreende a saída em massa da população agrária para outras regiões, principalmente urbanas, em busca de melhores condições de vida. A partir de 1950 esse fenômeno ganhou predominância no Brasil.

Com o maquinário invadindo o campo e promovendo novas técnicas agrárias que cortavam os postos de trabalho rural; aliado a isso o crescimento drástico das indústrias nas cidades com novas oportunidades de trabalho, a migração do campo para os centros urbanos brasileiros foi inevitável.

Avançando de forma acentuada, a urbanização do Brasil possibilitou a formação de metrópoles, regiões metropolitanas – concentração de diversas cidades em um mesmo espaço urbano – e complexos industriais e econômicos em várias regiões.

Na área metropolitana paulista chamada de Grande São Paulo – que inclui a capital do Estado -, estão concentrados 39 municípios totalizando mais de 20 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Crescimento desordenado

Devido a sua rapidez e concentração, o processo de urbanização brasileiro fraquejou no tocante a infraestrutura da maioria das cidades, sobretudo as localizadas no Sudeste – região mais habitada -, a exemplo de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

A infraestrutura desses centros urbanos não se deu de forma tão evoluída quanto o crescimento populacional. Assim, o excesso de pessoas provou uma espécie de inchaços urbanos, favorecendo o surgimento de favelas e cortiços, com significativa parcela da população vivendo em situações de precariedade até os dias atuais.

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