Publicado por Lia Vieira

A água viva é uma das criaturas mais diferentes e peculiares existentes no planeta Terra. Estima-se que existam a cerca de 650 milhões de anos.

A água viva, também chamada de medusa, possui diversas espécies em sua família. Ainda nos dias atuais são descobertas novas espécies.

Com um formato diferenciado, seu corpo é formado por um tipo de gelatina, possui tentáculos e de fato, se parece mais com algum ser de um filme de terror do que com um animal de verdade.

Neste artigo vamos conhecer um pouco mais sobre o universo da água viva, entendendo um pouco mais sobre sua estrutura, curiosidades, reprodução e muito mais, confira!

Conheça a água viva, um animal marinho peculiar

Foto: Pixabay

Estrutura física da água viva

  • Epiderme: protege os órgãos internos;
  • Gastroderme: camada interna da água viva;
  • Mesogléia: parte gelatinosa intermediária, que fica localizada entre a epiderme e a gastroderme;
  • Cavidade gastrovascular: funciona como um conjunto do esôfago, estômago e intestino, tudo em um só;
  • Orifício: funciona como boca e ânus;
  • Tentáculos: são as extremidades do corpo.

Seu corpo é composto em sua maior parte por água. Como verificamos acima, seu corpo é bastante simples, não possuem órgãos, ossos, nem cérebro.

A água viva é formada por nervos em forma de feixes radiais que controlam os tentáculos e que servem para identificar a luz, detectar presenças, sentir cheiros e se orientar.

Qual é o tamanho de uma água viva?

A água viva pode variar muito de tamanho, pois existem diversos tipos de espécies existente nesta família de cnidários.

Entre elas podemos encontrar pequenos tamanhos que podem chegar a 2,5 centímetros  a animais que chegam a dois metros de comprimento.

Por que a água viva se chama medusa na fase adulta?

Em sua forma adulta, a água viva é considerada uma medusa, nome dado em referência ao seu formato final como se fosse uma cabeça cheia de cachos, onde se faz referência a figura mitológica (que tinha cobras na cabeça).

Como ocorre a reprodução da água viva?

Na época de reprodução, o macho libera seu esperma na água pelo orifício e este por sua vez vai nadando até o orifício de reprodução feminino, ocorrendo então a fertilização.

Em uma única vez é possível fecundar dezenas de larvas de água viva. Depois da concepção as larvas saem do corpo da mãe para que se fixem em rochas, já na estrutura de pólipos.

Pólipos são estruturas ocas com boca e tentáculos pequenos. O próximo estágio ocorre quando elas se tornam éfiras, que são estruturas como as medusas.

No entanto, estão em formado reduzido, apenas após essa etapa, a água viva se desprende da rocha e se torna uma medusa, vivendo de 3 a 6 meses.

Ataque da água viva

A água viva possui células com substâncias tóxicas, que são utilizadas para a captura de suas presas. O líquido em contato com a pele provoca intensa dor, chamado de nematocistos, localizados principalmente nos tentáculos.

Em contato direto com a pele humana, essa substância pode provocar além de dor, sintomas como, vômitos, dores de cabeça e abdominais, sensação de constrição na garganta, paralisia, convulsões e até mesmo insuficiência respiratória.

Na pele podem surgir reações alérgicas como, bolhas, vesículas e até mesmo necrose.

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