Publicado por Robson Merieverton

Apontado como base para o desenvolvimento da civilização desde o início dos séculos, o exército romano descreve uma das principais transformações cronológicas da organização e constituição das forças armadas da Roma Antiga. Sua origem data do século 800 a. C. permanecendo atuante até a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C. As mudanças que ele atravessou através dos tempos, possibilitaram grandes interferências no poderio militar, características identificadas até hoje.

A base do exército romano era formada por cidadãos que prestavam o serviço militar como parte dos seus deveres. Durante este período, o exército romano enfrentou, principalmente, adversários locais em campanhas sazonais. Com o crescimento da população e a experiência acumulada nos conflitos a ação de defesa logo se transformou em fator de sobrevivência para o império. A riqueza que essa formação dava a Roma, também era de grande relevância.

O exército romano era controlado por cidadãos de Roma ou indivíduos de outras regiões, a partir de títulos de cidadania. Suas unidades de infantaria eram conhecidas como legiões, além das tropas aliadas formadas por não romanos (tropas auxiliares). À medida que os territórios controlados por Roma se expandiam, e que o tamanho das cidades se incrementava, os exércitos da Roma Antiga foram profissionalizando-se, assalariando os soldados.

Tecnologia de guerra do exército romano

Junto ao desenvolvimento de uma complexa hierarquia militar, os romanos também ficaram conhecidos por incrementar sua tecnologia de guerra, onde, armas pesadas capaz de derrubar muralhas foram concebidas. As técnicas de organização e defesa também ficaram conhecidas pelo aprimoramento que apresentavam dentro de uma batalha. Inclusive, algumas das técnicas são usadas até hoje pelas forças de defesa dos países.

Conhecendo sobre o Exército Romano

Ilustração: Depositphotos

Os homens que compunham a Infantaria lutavam a pé. Sua principal tática era a luta corpo a corpo. Geralmente eles utilizavam lanças, espadas e escudos. Na cavalaria se encontravam os oficiais de alta patente. No mecanismo de defesa, eles usavam a “formação tartaruga”, que consiste numa forma de organização humana baseada em fileiras alinhadas. Eles também usavam a artilharia para proteger a reta-guarda na linha de batalha.

A distribuição dos soldados no campo de batalha era dada pela experiência de luta de cada soldado. Os hastati empunhavam armas leves, já que ainda tinham pouca vivência de guerra. Em seguida, apareciam os príncipes e triarii, veteranos que manejavam as armas mais pesadas. A incorporação desse grupo só era exigida como a batalha estava mais acirrada.

A vulnerabilidade

Como as fronteiras do Império Romano eram muito vastas, fazia-se necessário um grande número de soldados para defender o domínio dos invasores. À medida que o século V avançou, muitas das fronteiras foram completa ou parcialmente despojadas de tropas para poder reforçar o exército central; e algumas áreas como a Britânia ficaram completamente abandonadas pela impossibilidade material de defendê-las. Sendo assim, as tropas avançavam e o império reduzia de tamanho, isso porque os bárbaros começaram a penetrar através das fronteiras vulneráveis do império.

Com as ondas de invasões bárbaras, o coração da Itália foi atingido, até colapsarem as fronteiras do Império Romano do Ocidente. Em 476 d.C. estes exércitos terminariam destronando Rômulo Augusto, o último imperador do Império Romano do Ocidente. O Império Romano do Oriente (conhecido também como Império Bizantino) continuou em pé, e o exército e a marinha bizantina continuariam defendendo-o até a queda de Constantinopla em 1453.

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