Publicado por Débora Silva

Durante a Idade Média, surgiram as chamadas corporações de ofício, associações que reuniam os artesãos que desempenhavam uma mesma profissão. Estas associações tinham o objetivo de regularizar diversas atividades e defender os interesses dos artesãos.

Com o Renascimento Comercial e Urbano, os centros urbanos (burgos) tiveram um destaque maior e, com a migração das zonas rurais para as cidades, houve mudança também no conceito de trabalho dos medievais.

Existiam várias corporações de ofício, como as de alfaiates, carpinteiros, ferreiros, construtores, sapateiros e outras.

Como funcionavam?

Corporações de ofício: associações de artesãos de uma mesma profissão

Imagem: Reprodução/ internet

Na Idade Média, os trabalhadores (artesãos) eram bastante respeitados dentro da sociedade, porque tinham o dom de saber fabricar um objeto essencial para os camponeses ou nobres.

As corporações de ofício existiam em praticamente todas as cidades com mais de 10 mil habitantes, a fim de defender os interesses trabalhistas e econômicos dos trabalhadores de uma mesma profissão.

Os artesãos se reuniam para determinar alguns fatores, tais como preço, qualidade e quantidade de produção, margem de lucro, aprendizado, vendas, hierarquia de trabalho etc. Alguns itens como pão, vinho, cerveja e cereais tinham os preços regulamentados pelas associações; já outros produtos, como ferro e carvão, por exemplo, tinham o preço determinado de maneira livre.

As corporações de ofício foram muito importantes na valorização das novas formas de trabalho que surgiam com a vida nas cidades. A valorização dos ofícios também foi incorporada pela Igreja Católica, que considerava o trabalho como uma maneira de exercer as virtudes necessárias aos fiéis.

Como as corporações de ofício eram organizadas?

Além de atender aos interesses dos artesãos, estas associações eram muito organizadas, servindo também como um ambiente de aprendizado do ofício e seguindo regras para a hierarquia de trabalho.

A organização interna das corporações de ofício era hierárquica, sendo composta por mestres, oficiais e aprendizes.

  • Mestres: Donos da oficina, possuíam bastante experiência no seu ramo de trabalho. Os mestres tinham o conhecimento, as ferramentas e a matéria-prima, sendo os responsáveis por passar o aprendizado aos aprendizes e escolher os oficiais;
  • Oficiais: É considerada uma fase intermediária entre a função de mestre e a de aprendiz. Os oficiais possuíam experiência em sua área e recebiam salário pela sua função. Depois de passar por uma prova e pagar uma taxa, os oficiais podiam alcançar a posição de mestre;
  • Aprendizes: Os aprendizes eram os jovens em início da carreira que estavam na oficina para aprender com o mestre. Passar pelo aprendizado – que poderia durar até 12 anos – era a condição exigida para alcançar a função de Oficial.

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