Publicado por Débora Silva

Deriva continental é uma teoria que afirma que, há aproximadamente 225 milhões de anos, todos os atuais continentes do Planeta Terra estavam unidos em um “supercontinente”, uma única massa de terra firme denominada Pangeia.

Devido aos movimentos das placas tectônicas, esse supercontinente começou a separar-se lentamente, até chegar à formação dos continentes que conhecemos hoje.

Deriva continental

Foto: Reprodução

A história da teoria

As primeiras suspeitas que culminaram na teoria da deriva continental datam do final do século XVI, com o trabalho do cartógrafo Abraham Ortelius. Em sua obra intitulada “Thesaurus Geographicus”, o cartógrafo sugeriu que os continentes estavam unidos no passado. Esta sugestão deu-se a partir da observação da similaridade geométrica das costas da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul. A América do Sul, por exemplo, se encaixava bem na África e, dessa forma, Ortelius propôs que as Américas se separaram dos continentes africano e europeu.

No ano de 1912, a ideia da deriva continental foi de fato elaborada de forma formal, pelo cientista e meteorologista Alfred Wegener. Em 1915, Wegener publicou o livro “A origem dos Continentes e dos Oceanos”, onde propunha a teoria de que os continentes teriam sido apenas um, com base em suas formas de cada lado do Oceano Atlântico, que pareciam se encaixar perfeitamente bem.

A semelhança entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, assim como entre as formações geológicas, fez com que geólogos do hemisfério Sul acreditassem que todos os continentes já estiveram unidos em um só supercontinente chamado de Pangeia.

No entanto, somente após a Segunda Guerra Mundial foi descoberto, cientificamente, o movimento das placas tectônicas, ou seja, a prova de que s continentes se movimentam e que, anteriormente, tinham se separado. Este movimento é chamado de “a deriva dos continentes” ou “deriva continental”.

Os argumentos

A teoria da deriva continental apresenta diversos argumentos: morfológicos, paleontológicos, paleoclimáticos e litológicos.

Os argumentos morfológicos dizem respeito ao “encaixe” que há entre a costa ocidental da África com a costa oriental da América do Sul, como percebido por Wegener.

Os argumentos paleontológicos são os referentes aos fósseis de seres vivos da mesma espécie que foram encontrados em regiões que, atualmente, ficam a milhares de quilômetros de distância e separados por oceanos. Devido às suas características, seria extremamente difícil que aqueles seres tivessem atravessado oceanos e percorrido toda essa distância.

Já os argumentos paleoclimáticos observam que sedimentos glaciares apenas se formam em áreas de grandes altitudes e baixas temperaturas, isto é, nos pólos. Porém, encontraram estes sedimentos em regiões como a África do Sul ou Índia, o que indica que estes locais já estiveram próximos do Pólo Sul.

Por fim, os argumentos litológicos dizem respeito ao fato de rochas encontradas na América do Sul, com a mesma idade, são semelhantes às encontradas na África. Isso só seria possível caso estivessem expostas aos mesmos fenômenos de formação de rochas.

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