Publicado por Prof. Nathália Duque

A atmosfera é fundamental para a biosfera, pois além de conter gases essenciais para a vida, evita que a Terra perca calor, operando como um “cobertor” ou como uma estufa. É dai que vem a expressão efeito de cobertura ou efeito estufa da atmosfera.

O que é o efeito estufa?

O efeito estufa é um fenômeno natural, onde uma camada de gases envolve a Terra e impede que o calor terrestre volte totalmente para o espaço, mantendo assim, a temperatura do planeta.

Sem o efeito estufa a temperatura média da Terra seria de 18ºC abaixo de zero. Quando falamos em efeito estufa, a radiação responsável pelo aquecimento é a infravermelha. Vamos ver como isso acontece.

Atividade

O efeito estufa é um fenômeno natural e importante para a manutenção da temperatura na Terra (Foto: depositphotos)

Como acontece o efeito estufa?

Parte da radiação solar que chega à atmosfera volta para o espaço, refletida principalmente pelas nuvens. A luz solar que atinge a superfície terrestre é, em grande parte, absorvida pelo solo, pela água e pelos seres vivos.

Essas superfícies aquecidas emitem de volta para a atmosfera a radiação infravermelha, sendo a maior parte dela absorvida pelos gases do efeito estufa.

A atmosfera impede, assim, que o calor se dissipe completamente, evitando o resfriamento da Terra. Só uma pequena quantidade da radiação infravermelha retorna para o espaço.

Fenômeno parecido acontece em uma estufa: o vidro da estufa é transparente permitindo a passagem da energia luminosa do Sol. Essa energia é absorvida pelas plantas e pelo solo e reirradiada como infravermelho; o vidro retém parte desses raios dentro da estufa.

Estufa de vidro

As estufas de vidro se assemelham ao que acontece na atmosfera pois retêm o calor (Foto: depositphotos)

O que o efeito estufa tem a ver com o aquecimento global?

Conhecendo-se a importância da atmosfera para o equilíbrio térmico da Terra, pode-se supor que a modificação em sua composição pode afetar a vida no planeta.

O aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera, decorrente da queima de combustíveis fósseis (como gasolina e óleo diesel), pode provocar elevação da temperatura média, pois esse gás acentua o efeito estufa.  Esse processo é conhecido como aquecimento global.

Quais são os gases que provocam o efeito estufa?

Fumaça liberada pela indústria

Um dos principais causadores da intensificação do efeito estufa é a liberação de gases poluentes na atmosfera (Foto: depositphotos)

  • Dióxido de carbono (CO2): esse gás resulta da respiração aeróbica e da fermentação. Contudo, com a queima de combustíveis fósseis (como gasolina e óleo diesel) e de queimadas, esse gás tem aumentado sua concentração na atmosfera;
  • Metano (CH4): esse gás é vinte vezes mais potente na retenção de energia térmica do que o gás carbônico. Ele é liberado nos processos de decomposição de materiais orgânicos nos pântanos e charcos, em vazamentos de gasodutos, durante a mineração de carvão, na irrigação agrícola e por bovinos;
  • Óxido nitroso (N2O): apesar de ser pouco conhecido, esse gás é liberado por micro-organismos no solo através de um processo de nitrificação. Também é produzido quando há desmatamento, uso de fertilizantes químicos, queima de biomassa e de combustíveis fósseis;
  • Perfluorcarbonetos (PFC’s): são gases sintéticos muito utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, que elevam bastante o efeito estufa.

Quais são as causas e consequências desse efeito?

Como vimos, o efeito estufa é algo benéfico, pois sem ele não haveria condições para a vida no planeta, porém o aumento desse efeito é prejudicial ao meio ambiente.

As principais causas do aumento do efeito estufa, e consequentemente do aquecimento global, deve-se à emissão de gases poluentes na atmosfera através do desmatamento, das queimadas, da liberação de gases pelas indústrias e por veículos automotores devido à queima de combustíveis fósseis.

Como consequência, temos as mudanças climáticas, o derretimento das geleiras, a acidificação dos oceanos pelo aumento da quantidade de CO2 na água, o aumento do nível do mar, a alteração no ritmo de vida de diversas espécies de plantas e animais, entre outros.

O que fazer para evitar o efeito estufa intensificado 

  • Optar pela utilização de transportes públicos coletivos;
  • Utilizar mais a bicicleta ou se deslocar a pé em pequenas distâncias;
  • Diminuir a produção de lixo;
  • Não realizar queimadas;
  • Evitar consumir produtos de origem animal;
  • Evitar o desperdício e consequentemente a alta produção de lixo.
Resumo do Conteúdo

Nesse texto você aprendeu que:

  • O efeito estufa é um processo natural;
  • O ser humano, através de queimadas e uso de combustíveis fósseis, tem intensificado o efeito estufa;
  • Os principais gases do efeito estufa são: CO2, CH4, N2O e PFC’s;
  • O aumento do efeito estufa agrava o aquecimento global;
  • O efeito estufa intensificado influencia na dinâmica do meio ambiente.

Exercícios resolvidos

1- O aquecimento global é uma realidade. Ele é uma consequência de qual outro fenômeno?
R: Efeito estufa.
2- Como podemos diminuir a intensificação do efeito estufa?
R: Utilizando menos carro, poupando energia, produzindo menos lixo, ou seja, reduzindo a emissão de carbono.
3- Cite uma consequência do efeito estufa.
R: Elevação da temperatura devido ao aumento de CO2 através da queima de combustíveis fósseis.
4- Por que o consumo de carne está relacionado com o aumento do efeito estufa?
R: Porque o processo de criação, produção, transporte e acondicionamento da carne até chegar em nossa casa necessita de muita energia e combustível.
5- O efeito estufa é um fenômeno natural ou artificial?
R: Natural, porém vem sendo agravado pela ação humana.

*Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Referências

» PAULA, Mauro de et al. Fixação de carbono e a emissão dos gases de efeito estufa na exploração da cana-de-açúcar. Ciência e Agrotecnologia, v. 34, n. 3, p. 633-640, 2010.

» BERNOUX, Martial et al. Gases do efeito estufa e estoques de carbono nos solos: inventário do Brasil. Cadernos de Ciência & Tecnologia, v. 22, n. 1, p. 235-246, 2005.

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