Publicado por Natália Petrin

Para quem não sabe, o vagalume é um inseto coleóptero que, devido aos órgãos fosforescentes que estão presentes em seu abdômen, emite luz. Chamamos essa emissão de bioluminescência. Podem ser da família elateridae, fengodidae ou ainda lampyridae.

O que é bioluminescência?

A bioluminescência nada mais é do que uma emissão luminosa que ocorre devido às reações químicas em que há a oxidação da luciferina pelo oxigênio nuclear. Essa reação produz a oxiluciferina, que perde energia, o que faz com que o inseto emita a luz.

O vagalume inala oxigênio, e este reage com algumas substâncias do organismo. Outros animais da natureza também como o peixe-lanterna, besouros, entre outros.

Na natureza, existem centenas de espécies de besouros luminescentes no Brasil, que estão distribuídos em três famílias, que são os vagalumes, que têm as lanternas no abdômen; os pirilampos, que têm um par de lanternas no tórax, que emitem luzes esverdeadas; e por último os bondinhos, que têm lanternas sobre a cabeça, além de 11 pares de lanternas laterais ao longo de seu abdômen.

Entenda a luz do vagalume

Foto: Reprodução/ internet

A bioluminescência do vagalume

Noventa e cinco por cento da energia produzida nessa reação química, em média, transforma-se em luz, enquanto apenas 5%, aproximadamente, transforma-se em calor. O inseto tem controle total sobre a luz que emite, uma vez que o tecido responsável por essa emissão está ligado à traqueia e ao cérebro.

Quando o vagalume quiser emitir a luz, o cérebro libera um neurotransmissor chamado octopamina, responsável por “ligar” os fotócitos do abdômen.

Para quê o vagalume emite luz?

Quando ainda é uma larva, o vagalume emite a luz para se defender, e também para atrair comida. Quando adulto, por sua vez, tal inseto tem as emissões impulsionadas para que seu parceiro ou parceira o perceba. O macho, por exemplo, emite a luz avisando que está se aproximando e a fêmea que está pousada em determinado local, mostrando sua localização ao macho.

Risco de extinção

A iluminação das cidades oferece um grande risco aos vagalumes: quando entram em contato com a iluminação, sua bioluminescência é anulada, o que coloca em risco a sua reprodução, que é totalmente interferida. Isso oferece, inclusive, risco de extinção.

Ninguém sabe ao certo se estão realmente desaparecendo, mas, muitas pessoas – que viam muitos deles quando criança e hoje estão somente na memória – reparou que estão mais difíceis de serem vistos. É preciso abrir mão de tantas luzes no período da noite para que os vagalumes possam voltar a brilhar.

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