Publicado por Natália Petrin

Estômato é o nome que recebe a estrutura mais importante que está diretamente relacionada com a troca de gases e água entre as folhas das plantas e o meio. Também chamadas de células estomáticas, esta estrutura faz parte da epiderme das plantas junto aos tricomas, hidatódios e acúleos. Essa estrutura pode ser encontrada nas folhas e nos caules, e está completamente ausente nas raízes. A folha pode apresentar essa estrutura em uma ou em ambas as superfícies foliares, o que as classifica entre anfiestomática – dos dois lados –, hipoestomática – na face inferior da folha – ou ainda epiestomática – na face superior da folha. Em algumas plantas, os estômatos dispõe-se de forma não organizada e totalmente aleatória na folha da planta, mas em algumas espécies, estes formam faixas.

Estômato

Foto: Reprodução

Estrutura

O estômato parece, quando visto de cima, com dois feijões que estão dispostos com as concavidades frente a frente, e suas células são as únicas da epiderme que possuem clorofila. Além disso, o estômato é delimitado pelas células subsidiárias, também conhecidas como companheiras.

A parede celular é mais espessa em sua face côncava, e a distância entre os dois “feijões” forma um espaço que é chamado de ostíolo, ou fenda estomática. Esses dois “feijões”, como chamamos anteriormente, são as células-guarda, também conhecidas como células labiais – isso devido ao fato de parecerem bocas, o que, inclusive, deu origem ao nome derivado do grego stoma, que significa boca -, e ao lado de cada uma delas encontra-se uma anexa sem cloroplastos. O ostíolo dá acesso à câmara estomática, que é um espaço intercomunicante entre os espaços aéreos do parênquima foliar de preenchimento.

O papel das células-guarda

É com essas células que são controladas a abertura e o fechamento dos estômatos, garantindo o sucesso da troca gasosa. Em eudicotiledôneas, essa estrutura apresenta o formato de rim e em monocotiledôneas apresenta o formato de halteres.

Em algumas plantas, é possível encontrar outras células que ficam circundando as células guarda, chamadas de células subsidiárias. Elas podem classificar de quatro formas diferentes de estômato: anomocíticos, quando não apresentam células subsidiárias, anisocíticos, que apresentam três células subsidiárias de tamanhos diferentes, paracíticos, que apresentam duas células subsidiárias com eixos dispostos paralelamente aos das células-guarda e os diacíticos que apresenta células subsidiárias dispostas perpendicularmente.

O que condiciona a abertura e o fechamento dos estomas?

Quando no interior das células existe uma concentração aumentada de solutos, os estomas abrem permitindo a entrada de água por osmose. A presença de luz é um fator que favorece essa abertura, assim como o estresse hídrico – déficit de água em órgãos vegetais –, sendo que o primeiro favorece a abertura, e o segundo o fechamento.

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