Publicado por Priscila Melo

Já ouvimos muito falar dos portugueses e suas explorações marítimas às Américas. Mas você sabe o porquê que elas aconteceram? O que fez os portugueses navegarem por mares desconhecidos? Qual foi a verdadeira intenção dos portugueses? Venha conhecer mais sobre as expansões marítimas portuguesas e como se deu essa parte da história mundial.

Expansão marítima portuguesa

Foto: Reprodução

A importância do comércio na expansão marítima

As grandes explorações marítimas vieram a acontecer durante os séculos XV e XVI, e coube aos portugueses a responsabilidade de serem os pioneiros nesse grande marco histórico. Mas o que fez Portugal ter o interesse em explorar os mares? Naquela época o mercado estava muito aquecido, e as disputas pelo comercio estavam cada vez mais acirradas.

O comércio estava concentrado especialmente nas regiões da Ásia (China, Japão, Pérsia e índia), esses países eram muito importantes devido as especiarias que comercializavam, produtos como cravo, pimenta e outros era altamente valorizados naquele tempo pelos europeus. Parte dessas mercadorias era trazida à Europa através dos muçulmanos via embarcações pelo mar mediterrâneo. No entanto a Itália detinha o monopólio do comércio por terra, e isso dificultava as entradas de outros países ao mesmo.

Crescimento da burguesia

As mudanças políticas que aconteceram em Portugal naquela época favoreceram significativamente a população burguesa, dando aporte para que essa classe viesse a investir no comércio marítimo. Eles viam nessa exploração uma maneira de fugir do alto preço cobrado pelos intermediários que comercializavam as especiarias na Europa e por fim alcançarem lucros maiores, então investiram pesado no comercio marítimo na tentativa de encontrar rotas alternativas que os levassem até o oriente. A cidade de Sagres ficou conhecida por atrair vários estudiosos de assuntos marítimos, cartógrafos, navegadores, cosmógrafos e outros, bancados pelo interesse de Dom Henrique nas explorações.

Primeiras conquistas

No ano de 1415 houve a conquista de Ceuta pelos portugueses e com isso aconteceram a consolidação de colônias portuguesas na região da África e algumas ilhas do oceano Atlântico. Os limites da navegação iam até os mares da região dos Cabos das Tormentas (hoje conhecida como Cabo da Boa Esperança), ou seja, jamais ninguém havia ultrapassado esse limite. Nessa época mesmo com toda tecnologia já desenvolvida no âmbito marítimo, existiam lendas e mitos sobre os mares que afastavam os marinheiros de quererem tentar a exploração. Relatos de documentos antigos diziam que eles temiam a fúria do mar e as diversas feras existentes nele.

Chegada às Índias

No ano de 1498, após várias outras explorações, o navegador Vasco da Gama consegue chegar as Índias provando que existiam outras rotas pelo oceano. Nessa mesma época os Espanhóis também entravam na disputa marítima e com isso existiram vários acordos diplomáticos onde estão entre os documentos mais importantes o Tratado de Tordesilhas e a Bula Intercoetera, documentos esses que visavam separar as áreas permitidas de exploração por parte de cada um dos dois países.

Auge da exploração marítima portuguesa

O auge da exploração marítima portuguesa se deu quando Pedro Álvares Cabral anuncia a descoberta do território brasileiro em 1500. Encontrando aqui os índios e também uma rica fonte de pau Brasil. A madeira desta árvore era bastante apreciada pelos europeus e a partir daí os portugueses passaram a explorar as riquezas existentes nesse novo território inclusive a mão de obra dos índios.

O objetivo dos portugueses ao descobrirem essas novas terras eram explorar ao máximo as riquezas oferecidas por elas, ao mesmo tempo em que disseminavam as crenças religiosas. Escravos, ladrões e várias outras pessoas sem prestígios sociais eram mandados da Europa para cá para trabalharem na exploração dessas matérias.

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