Publicado por Michelle Nogueira

O extrativismo é considerado a atividade humana mais antiga que existe, vindo antes mesmo da agricultura e da pecuária. Consiste em extrair, ou seja, retirar produtos que já estão ofertados na natureza. Por exemplo, quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles realizaram o extrativismo para recolher o pau-brasil, árvore de madeira resistente e que possuía um pigmento avermelhado, usado para tingir tecidos. Essa foi, portanto, a primeira atividade econômica do nosso país.

Mas a história do extrativismo vem de muito antes disso. Como nos tempos antigos, na pré-história, por exemplo, não se possuía o conhecimento necessário para plantar ou criar os animais, esses povos simplesmente tiravam o que já encontravam disposto no meio ambiente. Foi fundamental para a sobrevivência. De tal modo que o extrativismo se divide em três tipos: vegetal, animal e mineral.

Extrativismo vegetal

Também conhecido como coleta vegetal, é uma atividade em que o homem apenas retira produtos vegetais que não foram cultivados por ele. A extração da madeira, da seiva, do látex (que produz a borracha), óleos, frutos e castanhas selvagens são tipos de extrativismo vegetal. Não confunda com agricultura, pois, nesse caso, nada é plantado, apenas é extraído do que já está na natureza.

Extrativismo: entenda o vegetal, o animal e o mineral

Foto: Aurelice Vasconcelos/ ICMBio

Extrativismo animal

Esse tipo de extrativismo abrange a pesca e a caça (que é ilegal no Brasil, exceto para tribos indígenas). Novamente, deve-se prestar atenção para não confundir com pecuária, a qual os animais são criados com um propósito. No extrativismo, recolhem-se os animais que já existem no ecossistema.

Extrativismo mineral

Consiste naquele tipo que recolhe minerais do subsolo, como o ouro, carvão mineral, bauxita, diamante, ferro, entre outros. Demanda um maior investimento, pois muitas vezes a extração é complicada, como no caso do petróleo.

Extrativismo e meio ambiente

Essa prática, apesar de essencial para a humanidade, deve ser feita com cautela. Há inúmeros relatos em que o extrativismo predatório ocasionou desastres ambientais. A extinção de diversas espécies de plantas e de animais se dá justamente pala retirada excessiva. Por exemplo, a extração irregular de madeira derruba muitas espécies de árvores, intensifica o desmatamento, o que, consequentemente, diminui a filtragem do ar e aumenta o nível de gás carbônico, torna as chuvas escassas e ainda eleva a temperatura. O mesmo problema ambiental ocorre quando caçamos determinada espécie de animal em excesso e a mesma entra em extinção. Toda a cadeia alimentar, desde a presa ao predador, sofre alteração e fica desregulada. É quando acontecem as chamadas superpopulações de insetos, ratos e outros animais de nível inferior na cadeia.

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