Publicado por Prof. Nathália Duque

Você sabe o que são as galáxias e quantas existem? Nesse artigo vamos te responder essas e outras questões sobre o tema. Confira!

Provavelmente você já deve ter se questionado sobre a origem de algumas coisas, como por exemplo, dos planetas, das estrelas, dos fenômenos da natureza de modo geral, ou seja, de tudo aquilo que nos cerca e nos desperta curiosidade de alguma maneira.

O ser humano sempre teve curiosidade em estudar alguns fenômenos relacionados ao universo, ao sistema solar, as galáxias, ou seja, a tudo aquilo que está ligado com a astronomia. Dentro da astronomia é possível refletir sobre nosso papel na história do universo, ao longo do tempo e do espaço.

A astronomia nos permite compreender melhor sobre alguns fenômenos que fazem parte do nosso dia a dia ou que observamos constantemente, tais como: o céu, os planetas, as estrelas, o dia e a noite, o sol e a lua, as fases da lua, as machas solares, as galáxias, etc.

Os astrônomos descobriram que a nossa galáxia, a Via Láctea, não é única e que o Universo está em constante expansão.

O que são as galáxias?

Galáxias são grandes ajuntamentos de estrelas, poeira e alguns gases que se mantém unidos graças a força da gravidade. As galáxias possuem diversas formas, cores, ligações e interações, sendo muito importantes para a formação de novas estrelas.

Galáxia

Existem cerca de 100 bilhões de galáxias no universo (Foto: depositphotos)

As galáxias são imensas massas de estrelas. Elas contêm nebulosas, que são regiões de gás iluminadas que emitem ou refletem a luz das estrelas e matéria interestelar composta de poeira, nuvens de átomos e nuvens moleculares na forma de gás. Existem cerca de 100 bilhões de galáxias no universo!

Nosso sistema solar encontra-se em uma galáxia chamada de Via Láctea. Ela ganhou esse nome de “caminho de leite”,  pois ao ser vista da Terra sua aparência lembra uma mancha comprida e clara de um lado a outro do céu. Não podemos observar a forma em espiral da nossa galáxia, já que estamos dentro dela.

Os gregos antigos se referiam a Via Láctea como Galaxias Kyklos que quer dizer círculo de leite, em grego. Via Láctea passou a referir a nossa galáxia como um todo.

Veja também: Como se formam as estrelas?

Via Láctea

A Via Láctea é formada por bilhões de estrelas, muita poeira e gás. O tamanho da nossa galáxia é de aproximadamente 100.000 anos luz, ou seja, 6.250.000.000 de vezes a distância da Terra ao Sol.

Existem galáxias de três tipos: irregulares (sem forma definida), espiral (com núcleo central e braços espiralados) e elíptica (oval). A Via Láctea é um tipo de galáxia espiral.

As dez galáxias mais próximas da nossa são: grande nuvem de magalhães, pequena nuvem de magalhães, ursa menor, dragão, escultar, carina, fornax, leão I, leão II e andrômeda. A galáxia de andrômeda também possui formato espiral e é a galáxia mais próxima da nossa.

Além da Via Láctea, encontramos outras galáxias próximas que se reúnem em grupos.

Dentro dos grupos de galáxias, o nosso é chamado de aglomerado ou agrupamento local. Ele apresenta um conjunto de mais ou menos cem aglomerados de galáxias. Dentro deste aglomerado duas galáxias enormes se destacam: a Andrômeda e a Via Láctea.

Como surgem as galáxias?

Você já se perguntou como as galáxias surgem ou como elas se formam? Os pesquisadores e estudiosos acreditam que as galáxias nasçam devido aos grandes acúmulos de gases e poeira que ocorreram em algumas regiões do Universo.

Nessas regiões existe muita pressão, o que provoca o aparecimento de estrelas em seu interior. É interessante pensarmos que muitas vezes ao vermos uma estrela no céu, aquela luz esteja vindo de uma galáxia, ou seja, de inúmeras estrelas e não de apenas uma.

Ao olharmos as estrelas no céu podemos observar que elas não são iguais. As estrelas possuem brilhos, cores e tamanhos diferentes. Sua distribuição no céu também não é igual. Seu brilho é caracterizado de acordo com sua luminosidade e distância. Sua cor está relacionada à temperatura de sua superfície. A estrela mais brilhante que existe é a Sirius, de cor azulada.

Os astrônomos afirmam que as galáxias surgiram há cerca de 10 bilhões a 20 bilhões de anos, logo após a explosão do Big Bang.

Tipos

As galáxias podem ser: irregulares (classe I), espirais (classe S) ou elípticas (classe E). As galáxias espirais ainda podem ser classificadas em normais ou barradas (B).

Irregulares: são aquelas que não possuem forma definida, ou seja, não possuem estruturas elípticas nem espiraladas. Como exemplos podemos citar a galáxia M82.

Espirais: as galáxias espirais são classificadas em normais ou barradas. Nas normais, os braços das galáxias partem de um núcleo cheio de estrelas e gás, já as barradas possuem esse nome devido seus braços saírem de estruturas que se assemelham a barras. A nossa galáxia Via Láctea é do tipo espiral normal. Nessas galáxias predominam estrelas azuladas e ainda existe formação estelar.

Elípticas: são aquelas que possuem pouco gás e poeira em sua formação. Esses tipos de galáxias são formadas por estrelas já consideradas velhas. Nessas galáxias predominam estrelas avermelhadas e não há mais formação de novas estrelas.

Veja também: Maior planeta do sistema solar: descubra qual é!

Qual a maior galáxia do universo?

A maior galáxia conhecida é a IC 1101, que possui cerca de 100 trilhões de estrelas em sua composição. Sendo assim, as dez maiores galáxias são: IC 1101, Phoenix Cluster, NGC 262, NGC 4889, NGC 4874, A2261-BCG, UGC 2885, Comet Galaxy, Malin 1 e NGC 6872.

O universo

A visão geral do Universo em que vivemos é a de um enorme espaço que contém cerca de dez por cento de galáxias.

Além disso, há uma parte do Universo formado de massa que não produz qualquer luz, sendo chamada de matéria escura. As galáxias variam de tamanho, desde galáxias-anãs de cerca de cinco mil anos-luz, até galáxias gigantes de cerca de três milhões de anos-luz.

As estrelas, as galáxias, os aglomerados de galáxias e os superaglomerados de galáxias encontram-se em constante movimento. De acordo com a teoria do Big Bang, a origem das galáxias teria acontecido após a enorme explosão inicial, afastando-se umas das outras com o tempo.

*Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Referências

ARANY-PRADO, Lilia Irmeli. À luz das estrelas. Rio de Janeiro: DP&A Editora, p. 25-48, 2006.

HAWKING, Stephen. O universo numa casca de noz. Editora Intrinseca, 2016.

ENGELMANN, Arno. O meu-mundo e o resto-do-mundo. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 14, n. 1, p. 211-223, 2001.

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