Publicado por Débora Silva

Assim como o clero e o povo, a nobreza era um dos três estados que compunham a sociedade na Europa da Idade Média e Idade Moderna, sendo geralmente hereditária. Os nobres possuíam grande parte dos territórios conquistados e detinham também o controle político. A nobreza pode estar associada ao governo de um território, e cada país tem as suas próprias regras.

Neste artigo, abordaremos alguns hábitos da nobreza absolutista. O absolutismo é o sistema político e administrativo que predominava nos países da Europa na época do Antigo Regime, entre os séculos XVI e XVIII.

Histórico do Absolutismo

O sistema político e administrativo denominado Absolutismo vem das mudanças que ocorreram no continente europeu no final da Idade Média, em que houve a centralização política nas mãos do rei. O monarca buscava governar com o máximo de poder, sem a interferência da Igreja ou dos senhores locais. Assim surge o Absolutismo, com a concentração dos poderes nas mãos do rei, com a mínima interferência de outros setores da sociedade. O monarca também interferia em assuntos religiosos, chegando inclusive a controlar o clero. A prática econômica predominante era o mercantilismo, com a intervenção do Estado nos negócios financeiros e a busca do acúmulo de riquezas.

Uma das maneiras de representar e concretizar a superioridade do rei sobre os demais setores da sociedade era por meio dos rituais das cortes absolutistas. Assim sendo, durante a Idade Moderna na Europa, as roupas e os hábitos também eram usados para marcar as diferenças entre os grupos sociais. Nesta forma de divisão social, chamada de sociedade estamental, não há a possibilidade de mobilidade social, ou seja, os indivíduos que nascem em algum estamento nunca passarão para outro.

Hábitos da nobreza absolutista

Foto: Reprodução

Os hábitos e rituais da nobreza

As regras de etiqueta faziam parte dos rituais das cortes absolutistas, sendo apresentadas como um conhecimento pertencente apenas aos nobres e reis, não acessível aos demais grupos sociais, como os burgueses, camponeses e servos. Estas regras de etiqueta eram necessárias para saber como se comportar em festas e jantares reais, englobando a forma de dançar, como se apresentar em público com os gestos adequados, como se portar à mesa de jantar e como se vestir.

Participar destas cerimônias requintadas era a garantia de prestígio social e de um sentimento de honra. O estilo de vida, os hábitos, os rituais e os privilégios eram baseados em uma tradição secular e garantiam a superioridade social em relação aos demais grupos sociais do país. Por meio dos códigos de etiqueta, os nobres mostravam o seu poder.

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