Publicado por Katharyne Bezerra

As histórias para ler devem estar sempre ao alcance dos pais e professores. Isso porque, quanto mais contato as crianças têm com a leitura, mais elas vão se interessar por esse universo das palavras. Por isso, seja antes de dormir ou para ler na escola, as histórias infantis devem ser contadas.

Além disso, há diversas opções de historinhas para ler, como por exemplo os contos populares e as fábulas clássicas. Também há as histórias de princesas, que são bem conhecidas devido aos filmes baseados nos livros dessas.

Então, se você busca histórias para ler pequenas e online, você está no lugar certo. Para facilitar a sua procura, o Estudo Kids traz 16 opções de histórias, algumas bem curtas e outras um pouco mais longas.

Desta maneira, já favorita essa página, pois assim que precisar contar algum conto, fábula ou historinhas, você já vai ter esse link a sua disposição. Por fim, divirta-se lendo e faça outras crianças mais felizes.

História infantil para dormir

Contar histórias para as crianças antes de dormir é uma forma de estabelecer mais uma conexão com os pequenos. Trata-se de uma maneira de estreitar ainda mais a relação entre o adulto e a criança em questão, fortalecendo o vínculo que há entre eles.

Mãe lendo livro para filhinha

Através das histórias, os pequenos podem explorar outros universos (Foto: depositphotos)

Além disso, uma história infantil para dormir é uma boa indicação para trabalhar ainda mais a imaginação na meninada. Com os contos, os pequenos podem explorar outros universos. E claro, é uma ótima forma de dormir.

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O gato de botas

Era uma vez um velho moleiro que tinha três filhos. Antes de morrer, reuniu os seus filhos e diante deles dividiu os seus bens pelos três.

Ao filho mais velho, o moleiro deu-lhe o moinho. Ao filho do meio deixou-lhe o burro. E ao mais novo entregou-lhe um gato.

O filho mais novo, com o gato no seu colo, comentou desiludido:

– Que vou eu fazer com um simples gato?

Qual não foi a sua surpresa quando ouviu o gato responder-lhe:

– Se me deres umas botas pretas, um fato e um saco, farei de ti um homem rico!

Assim fez o rapaz e o gato, todo aperaltado, partiu deixando o seu novo dono muito baralhado.

O gato das botas dirigiu-se ao bosque e caçou duas perdizes, que meteu dentro do saco. Dirigiu-se depois ao castelo do rei e ofereceu-as ao rei, em nome do seu amo, o marquês de Carabás.

Dia após dia, o gato continuou a oferecer presentes ao rei, em nome do marquês, o que fez com que o rei ficasse curioso em saber quem era o marquês de Carabás.

Numa bela tarde, enquanto o rapaz e o seu gato descansavam à beira rio, a carruagem do rei aproxima-se. O gato, rapidamente acorda o seu amo e diz-lhe para se despir e atirar-se ao rio. O rapaz, meio confuso, faz o que o gato lhe diz. Então o gato das botas corre em direção à carruagem, com ar aflito, e grita:

– Socorro majestade! Roubaram as roupas ao meu amo, o marquês de Carabás!

O rei, reconhecendo o nome do marquês, pára prontamente e empresta ao jovem nobres roupas, oferecendo-lhe boleia até à sua casa. O jovem entra na carruagem, meio embaraçado e aflito, pois não sabia o que dizer, sentando-se entre o rei e a sua bela filha, que o acompanhava.

O gato prontamente indica o caminho ao cocheiro do rei e, depois de a carruagem arrancar, corre desenfreado até às terras junto ao castelo do ogre.

Quando lá chegou, viu os camponeses, a quem disse:

– Se querem livrar-se do Ogre malvado, quando o rei passar digam que todas estas terras pertencem ao marquês de Carabás.

E continuou a correr, em direção ao castelo. Quando chegou, encontrou o ogre, que era o dono de todas aquelas terras, sentado a descansar. O ogre ao vê-lo, perguntou:

– Quem és tu? E que fazes no meu castelo?

Ao que o gato respondeu:

– Eu sou o gato das botas, um humilde servo vosso… ouvi dizer que possuís poderes mágicos. É verdade? Será que vós conseguiríeis transformar-vos num leão?

Ao ouvir isto, o ogre transforma-se imediatamente num enorme leão!

O gato, cheio de medo, responde:

– Que maravilha… mas será que conseguiríeis transformar-vos num minúsculo ratinho?

E o ogre, orgulhoso e imprudente, transforma-se logo num pequeno ratinho. O gato das botas, sem perder tempo, salta em direção ao ratinho e come-o.

Nessa altura, chega o coche do rei às portas do castelo, e o gato das botas dirige-se a eles para os receber:

– Bem-vindo ao castelo do meu amo, o marquês de Carabás!

O rei, impressionado com a simplicidade do jovem rapaz, que se encontrava ao pé da porta admirado, convida o agora marquês de Carabás a casar com a sua linda filha. O rapaz aceita e vive feliz para sempre acompanhado da sua bonita princesa e do seu fiel gato.

Capuchinho vermelho

Era uma vez uma linda menina que vivia no bosque e a quem todos chamavam, carinhosamente, de capuchinho vermelho.

Um dia a mãe chamou-a e pediu-lhe um favor:

– Coloquei neste cesto um bolo e um pote de mel. Leva-o à avozinha, que tem andado adoentada. Mas Capuchinho, tem cuidado! Não te desvies do teu caminho e não fales com desconhecidos.

– Sim mãe, farei como dizes – prometeu Capuchinho Vermelho.

Ia capuchinho vermelho pelo caminho quando, de repente, encontra o lobo mau. Este, com uma voz muito doce, disse-lhe:

– Olá Capuchinho Vermelho! Prazer em conhecer-te, finalmente…

A Capuchinho Vermelho achou que o lobo mau até era simpático, ao contrário do que toda a gente dizia, até mesmo a sua mãe. Mesmo assim, respondeu-lhe:

– Desculpe Sr. Lobo, mas a minha mãe proibiu-me de falar com pessoas que não conheço.

– Mas eu sou o lobo, o mais popular de todos os animais do bosque. Não há problema nenhum Capuchinho Vermelho…Todos me conhecem bem!… Onde vais com essa cesta?

– Vou ver a minha avozinha e levar-lhe um bolo e um pote de mel.

– Ai sim…E onde vive a tua avozinha?

– Vive numa casinha perto do lago, junto a uma grande árvore.

O lobo, já com água na boca, pensou: Nham nham, hoje não vou passar fome! E disse-lhe:

– Bem Capuchinho Vermelho, gostei de te conhecer mas agora vou andando… até breve!

– Adeus, respondeu Capuchinho Vermelho, sem sequer imaginar o que o lobo estava a planear.

Como o lobo era muito esperto e manhoso, foi pelo atalho, até a casa da avozinha, de modo a chegar primeiro que a Capuchinho Vermelho.

Quando lá chegou, bateu à porta da casa da avozinha. De dentro da casa, a avozinha respondeu:

– Quem é?

E o lobo disse, com voz fina:

– É a Capuchinho Vermelho e trago um bolo e um pote de mel para ti, avozinha.

A avó, que estava deitada na cama a descansar, respondeu:

– Podes entrar minha querida, a porta está aberta.

O lobo mau abriu a porta e, sem fazer barulho, foi ao quarto da avozinha e comeu-a. A seguir, vestiu as suas roupas, enfiou a touca, colocou no nariz os óculos da avó, e meteu-se na cama, cobrindo-se muito bem com uma manta.

Passado uns minutos, a Capuchinho Vermelho, chega finalmente a casa da avó. Vendo a porta aberta, entrou e disse: Está alguém em casa? Avozinha?

Ao que o lobo respondeu:

– Entra minha querida netinha, estou no quarto. Então, capuchinho Vermelho dirigiu-se ao quarto da avó. Ao chegar lá, viu o lobo mau, disfarçado de avozinha, e achou que era ela. Capuchinho Vermelho aproximou-se da cama, mas achou que a avozinha estava diferente. Então disse:

– Ò Avó, estás com umas orelhas tão grandes!

E o lobo disfarçado, respondeu:

– São para te ouvir melhor.

E a Capuchinho continuou:

– E tens uns olhos tão grandes!

Ao que o lobo respondeu:

– São para te ver melhor.

– Ò Avozinha, tens uma boca tão grande!

– É para te comer melhor!

Respondeu o lobo e nisto, salta da cama para comer a pobre Capuchinho Vermelho. Mas ela conseguiu fugir. O lobo mau, que já tinha comido a avó e estava de barriga cheia, não se importou e pôs-se a dormir.

Na floresta, a Capuchinho Vermelho encontrou um caçador que por lá andava , e pediu-lhe ajuda.

O caçador entrou a correr, em casa da avozinha e encontrou o lobo mau, a dormir profundamente. Então, aproximou-se e zás! Cortou a barriga ao lobo mau e de lá tirou a avozinha, que ainda estava viva. Depois, colocou lá dentro várias pedras e coseu de novo a barriga. Quando o lobo acordou, viu o caçador e fugiu, cheio de medo.

A Capuchinho Vermelho abraçou à avó e prometeu que nunca mais ia desobedecer à sua mãe. Ela, a avozinha e o caçador comeram o bolo e o mel, felizes por tudo ter acabado bem.

História infantil pequena

As histórias infantis pequenas são ótimas para aquele momento rápido onde a criança pede por um conto. Além disso, elas dão a oportunidade de não só entreter os pequenos, mas também de questioná-los sobre os valores contidos na leitura.

O cravo e a rosa

Num jardim um aroma chama tenção, este exala por todo jardim
Lá bem no meio a mais bela de todas as rosas vive a sonhar
Um belo dia  plantaram bem juntinho dela um cravo
Este se pôs a crescer, tão belo e charmoso cobiçado por todas as rosas.
Mas este se encantou só por uma delas, a mais bela de todas.
Esta por tua vez nem lhe deu bola,coitado do cravo!
Sentiu-se o mais infeliz de tantas flores belas foi logo escolher justo ela!
A rosa mal dava bola mal olhava pra ele,este foi entristecendo e com o passar dos dias foi definhando cada vez mais.
Foi arrancado deste jardim e jogado fora.
Quase sem vida,passou uma pessoa e o viu ali naquele estado.
Pegou-o com muito cuidado e carinho,levou pro teu jardim,e o plantou com todo amor
Passado o tempo este cresceu lindo novamente cobiçado por todas as rosas.
Lá viveu teus dias feliz esquecendo que um dia conheceu a mais bela que amor a ele negou.
Hoje quem vive só é ela ….pois amor lhe negou e igual a este…… jamais encontrou.

(Estrela Dalva – Recanto das Letras)

Arco-íris

Quando chove e aparece o sol, a luz que bate nas gotas de água desenha no céu esse maravilhoso fenômeno semicircular chamado arco-íris, e que é formado por uma família de sete cores.

Os pais primários de todas as cores que existem são três: o vermelho, o amarelo e o azul.
A seguir ao vermelho fogo, vem o amarelo ouro e, entre os dois, fica o laranja, cor secundária, filha da cálida união dos dois.

O amarelo luminoso e o azul aéreo criam o equilibrado verde, dono da primavera.  Depois do azul vem outro azul irmão, que se chama anil ou índigo, profundo e único como tu, e no fim vem o místico violeta, fusão do azul com o vermelho.

E quando todos dançam em roda, dá-se o milagre absoluto do branco: o arco-íris!

(Site O meu bebê)

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O leão e o ratinho

Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata.

Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.  Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

Para a água, Patinho!

Era uma vez um patinho pequenino, bonito, inteligente e amarelinho, que gostava de brincar, correr, cantar, saltar e nadar.
Mas não gostava de tomar banho.
A sua mamã, preocupada, inventou-lhe uma canção.
Pegando na esponja e no sabão, cantava na banheira:
“P’rà água, patinho, vamo-nos lavar e com o sabãozinho vamo-nos esfregar.”
O patinho ouviu a canção e escondeu-se debaixo da cama, mas a mamã continuava a cantá-la.
O patinho, curioso, quis ver o que fazia a mamã no banho e…
– QUAC!- gritou o patinho.
A mamã brincava e cantava, entretida com a espuma.
Estava mesmo a divertir-se!
O patinho correu a mergulhar na banheira, para cantar a canção e brincar junto com a sua mamã.

(Site O meu bebê)

O coelho das orelhas compridas

Amanhecia no bosque quando o coelhinho das orelhas grandes saiu de casa com o seu macacão azul e uma cesta, para comprar legumes e frutas.

Saltando entre pinheiros e amoras, de onde começaram a sair tordos, cães e ratinhos para o ajudar nas compras, logo chegou à feira.

Escolheu cenouras, alfaces e rabanetes, para fortalecer os olhos e os dentes.

Também maçãs com vitaminas para adoçar a merenda e todas as outras que vocês quiserem recomendar-lhe que leve.

No seu regresso, a mesa estava posta e os seus 15 irmãozinhos, com as patinhas lavadas, esperavam sentados para almoçar.

Depois de lavar as dentolas e dormir a sesta, saíram, como recompensa, para brincar com os seus amigos, os bichinhos, as aves e os insetos do bosque.

(Site O meu bebê)

História de princesas

Como são um pouco maiores, as histórias de princesas são excelentes formas de ninar as crianças. Cada uma delas possui suas especificidades e trabalham com o imaginário dos pequenos, mas certamente são boas opções para serem contadas antes de dormir.

Um menino e uma menina lendo livro embaixo de edredon

A maioria das histórias traz consigo ensinamentos e lição de moral (Foto: depositphotos)

A Bela Adormecida

Era uma vez num reino distante, um rei e uma rainha que tiveram uma linda princesinha, a quem chamaram de Aurora.

Para celebrar o seu nascimento, todas as fadas foram convidadas para madrinhas. Cada uma das fadas, como prenda, concedeu à princesinha um dom especial. Todas excepto uma, a fada má, que não foi convidada.

Esta, sabendo que todas as outras fadas tinham sido convidadas para celebrar o nascimento da princesa Aurora, decidiu aparecer na mesma à festa e, em vez de lhe conceder um dom à pequena princesa, lançou-lhe uma maldição:

– Princesa Aurora, no dia em que fizeres 15 anos irás picar-te num fuso e morrerás!

Todos no castelo ficaram muito aflitos. Por sorte, havia uma fada boa que ainda não tinha concedido o seu desejo e, não podendo evitar que Aurora se viesse a picar num fuso, alterou o feitiço da fada má, de modo que a princesinha em vez de morrer, caísse num sono profundo. Este feitiço só poderia ser quebrado ao fim de cem anos, quando um príncipe que por lá passasse se apaixonasse pela princesa e a beijasse.

Mesmo assim, o rei mandou destruir imediatamente todos os fusos e rocas que existiam no reino, para impedir que a sua filha se picasse.

Os anos passaram e a vida continuou sem nenhuma agitação, tornando-se a maldição apenas uma má lembrança.

No dia do seu décimo quinto aniversário a princesa, que brincava no jardim, é estranhamente atraída para a floresta. Lá encontra uma casa abandonada e decide entrar…

Dentro da casa ela encontrou um objeto pontiagudo que não reconhecia.

– Que objeto tão estranho… que será?

Não resistindo à curiosidade pegou nele e acidentalmente picou-se! Imediatamente a princesinha cai num sono profundo.

A fada boa encontra a princesinha adormecida e leva-a para o castelo, deitando-a na sua cama real. A fada decide também adormecer todos os habitantes do castelo, num sono profundo durante cem anos.

Entretanto no reino corre a lenda de uma bela princesa adormecida…

Um belo dia, um jovem e corajoso príncipe consegue atravessar a densa floresta que envolvia o castelo e encontra todos os seus habitantes adormecidos. Sabendo da lenda, dirige-se ao quarto da princesa e descobre a jovem mais bela que alguma vez vira, e não resiste a beijá-la.

Nesse momento, a princesa acorda, assim como todos os seus habitantes. A vida tinha voltado ao castelo!

Nesse mesmo dia celebrou-se o casamento entre a bela princesa Aurora e o corajoso príncipe, que viveram felizes para sempre.

Pocahontas

Há muitos anos, nas terras da Virgínia, vivia uma jovem índia chamada Pocahontas. Um dia seu pai, o grande chefe Ponhatan, comunico-lhe que Kocoum, o guerreiro mais valente da tribo, havia pedido em casamento.

Pocahontas, confusa, foi pedir conselho à Avó Willow, um velho espírito que habitava uma árvore na Floresta Encantada.

– Vovó – perguntou Pocahontas – o que devo fazer?
– Minha jovem, tudo à sua volta são espíritos. Ouça-os com o coração e eles lhe mostrarão o caminho.

O navio “Suzan Constant” acabava da aportar na Virgínia. Neles viajavam colonos ingleses comandados pelo governador Radcliffe e pelo capitão John Smith.

Vinham em busca de terras e ouro. Tão logo desembarcaram, o governador ordenou ao capitão que fosse inspecionar o lugar.

Ao entardecer, enquanto John Smith explorava a floresta, ouviu um ruído. Não lhe deu importância e se aproximou do rio para beber água.

Nesse momento, notou que alguém o seguia. Escondido, preparou sua arma e, quando ia atirar, descobriu a moça mais linda que já tinha visto: Pocahontas.

Embora a princípio a jovem aparentava estar assustada, logo confiou em John. Juntos compartilharam momentos muito felizes, descobrindo os segredos da natureza. Mas a felicidade de Pocahontas e John Smith durou pouco . . .

A ganância de Ratcliffe havia colocado os colonos contra os índios. Pocahontas tentou evitar a guerra, mas um dos colonos disparou contra Kocoum e o matou. Os índios condenaram o capitão Smith à morte.

No momento em que iam executá-lo, Pocahontas se pôs à frente de John, para protegê-lo.

– Se o matarem, terão de me matar primeiro – disse a seu pai.

Os colonos, surpresos com a coragem de Pocahontas, baixaram as armas.

Radcliffe, furioso disparou contra Pohantan. O valente Smith se colocou à frente do chefe índio e o tiro o atingiu.

Diante da gravidade dos ferimentos, John teve de voltar à Inglaterra.

Pocahontas se despediu dele sabendo que um levaria o outro para sempre no coração.

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Cinderela

Era uma vez uma bela jovem chamada Cinderela que vivia com o seu pai, um comerciante viúvo e muito rico.

Cinderela perdera a mãe ainda criança e o seu pai, pensando que Cinderela precisava de uma nova mãe, decidiu casar-se novamente.

A madrasta da Cinderela, também era viúva e tinha duas filhas muito feias e muito más, do seu primeiro casamento.

Como o pai de Cinderela viajava muito, a madrasta malvada e as suas novas irmãs obrigavam a Cinderela, na ausência do pai, a fazer todos os trabalhos domésticos, fazendo troça dela sempre que podiam, e fingindo-se muito amigas na presença do pai.

Quando o pai de Cinderela morreu, por ordem da madrasta, Cinderela passou a dormir no sótão e a vestir-se de farrapos. Cinderela nada mais tinha que o seu pobre quarto e os seus amigos animais que habitavam na floresta.

Um certo dia foi anunciado naquele reino que o Rei iria dar um baile no castelo, para que o seu filho, um jovem e belo príncipe, pudesse escolher entre todas as jovens do reino, aquela que seria sua esposa.

Temendo que Cinderela fosse escolhida pois ela era realmente muito bela, a madrasta proibiu Cinderela de ir ao baile, argumentando não ter roupas adequadas para a vestir, enquanto suas irmãs experimentavam vestidos luxuosos para a festa.

Cinderela como era muito habilidosa, decidiu fazer o seu próprio vestido, com ajuda dos seus amiguinhos da floresta. No final estava satisfeita pois tinha conseguido fazer um bonito vestido.

Mas, na noite do baile, a madrasta e as suas filhas descobriram o vestido e rasgaram-no em mil pedaços!

Desolada, Cinderela foi para o seu quarto a chorar. Sentada à janela, lamentava-se:

– Como sou infeliz! Não tenho nem tecido nem tempo para fazer um novo vestido…

Nesse mesmo momento, apareceu a sua fada madrinha que lhe disse:

-Não chores mais Cinderela, pois com a minha varinha mágica transformarei esta abóbora num coche puxado por quatro lindos cavalos brancos e destes panos velhos farei o mais formoso dos vestidos!

E então, Cinderela apareceu vestida com um sumptuoso vestido azul e uns delicados sapatinhos de cristal; ao seu lado encontrava-se uma luxuosa carruagem dourada e um cocheiro muito bem vestido que gentilmente, lhe abria a porta.

Cinderela feliz da vida, entrou na carruagem, mas não sem antes ouvir as recomendações da fada madrinha:

– O encantamento terminará à meia-noite por isso terás de voltar a casa antes da última badalada, pois tudo voltará a ser o que era.

A jovem menina acenou que sim à fada com a cabeça, e partiu em direção ao castelo.

Quando entrou no salão, Cinderela estava tão bela que a madrasta e as suas irmãs, apesar de acharem aquele rosto familiar, não conseguiram reconhecê-la.

O príncipe, que não tinha demonstrado até então qualquer interesse pelas meninas que se encontravam na festa, mal viu Cinderela, apaixonou-se perdidamente por ela.

Cinderela e o príncipe dançaram a noite inteira até que o relógio do castelo começou a tocar as doze badaladas. Cinderela ao ouvir o relógio, fugiu correndo pela escadaria que levava até aos jardins, mas no caminho, deixou ficar um dos seus sapatos de cristal.

O príncipe desolado, apanhou o sapato e, no dia seguinte ordenou aos criados do palácio que procurassem por todo o reino a dona daquele pequeno e delicado sapato de cristal.

Os criados foram percorrendo todas as casas e experimentando o sapato em cada uma das jovens. Quando chegaram a casa da Cinderela, a madrasta só chamou as suas duas filhas e ordenou ao criado que lhes colocasse o sapato. Por muito que se esforçassem o sapato não serviu a nenhuma das irmãs.

Foi então que Cinderela surgiu na sala, e o criado insistiu em calçar-lhe o sapato. Este entrou sem dificuldade alguma. A madrasta e as suas duas filhas nem queriam acreditar!

O príncipe, sabendo do sucedido, veio imediatamente buscar a Cinderela, montado no seu cavalo branco e levou-a para o castelo, onde a apresentou ao rei e à rainha. Poucos dias depois, casaram-se numa linda festa, e foram felizes para sempre.

A Branca de Neve e os 7 anões

Era uma vez um rei que vivia num reino distante, com a sua filha pequena, que se chamava Branca de Neve. O rei, como se sentia só, voltou a casar, achando que também seria bom para a sua filha ter uma nova mãe. A nova rainha era uma mulher muito bela mas também muito má, e não gostava de Branca de Neve que, quanto mais crescia, mais bela se tornava.

A rainha malvada tinha um espelho mágico, ao qual perguntava, todos os dias:

– Espelho meu, espelho meu, haverá mulher mais bela do que eu?

E o espelho respondia:

– Não minha rainha, és tu a mulher mais bela!

Mas uma manhã, a rainha voltou a perguntar o mesmo ao espelho, e este respondeu:

– Tu és muito bonita minha rainha, mas Branca de Neve é agora a mais bela!

Enraivecida, a rainha ordenou a um dos seus servos que levasse Branca de Neve até à floresta e a matasse, trazendo-lhe de volta o seu coração, como prova.

Mas o servo teve pena da Branca de Neve e disse-lhe para fugir em direção à floresta e nunca mais voltar ao reino.

Já na floresta, Branca de Neve conheceu alguns animais, os quais se tornaram seus amigos. Também encontrou uma pequenina casa e bateu a sua porta. Como ninguém respondeu e a porta não estava fechada à chave, entrou. Era uma casa muito pequena, que tinha sete caminhas, todas muito pequeninas, assim como as cadeiras, a mesa e tudo o mais que se encontrava na casa. Também estava muito suja e desarrumada, e Branca de Neve decidiu arrumá-la. No fim, como estava muito cansada, deitou-se nas pequenas camas, que colocou todas juntas, e adormeceu.

A casa era dos sete anões que viviam na floresta e, durante o dia, trabalhavam numa mina.

Ao anoitecer, os sete anões regressavam à sua casinha, quando deram com Branca de Neve, adormecida nas suas caminhas. Que surpresa! Com tanta excitação, Branca de Neve acordou, espantada e rapidamente se apresentou:

– Eu sou a Branca de Neve.

E os sete anões, todos contentes, também se apresentaram:

– Eu sou o Feliz!

– Eu sou o Atchim e este é o Miudinho.

– Eu sou o Sabichão, e estes são o Dorminhoco e o Envergonhado.

– E eu sou o Rezingão!

– Prazer em conhecê-los. Respondeu Branca de Neve, e logo contou a sua triste história. Os anões convidaram Branca de Neve a viver com eles e ela aceitou, prometendo-lhes que tomaria conta da casa deles.

Mas a rainha má, através do seu espelho mágico, descobriu que Branca de Neve estava viva e que vivia na floresta com os anões.

Então, furiosa, vestiu-se de senhora muito velha e feia e foi ter com Branca de Neve. Com ela levou um cesto de maças, no qual tinha colocado uma maça vermelha que estava envenenada!

Quando viu Branca de Neve, cumprimentou-a gentilmente, e ofereceu-lhe a maça que tinha veneno.

Ao trincá-la, Branca de Neve caiu, como se estivesse morta. A malvada rainha fugiu e, avisados pelos animais do bosque, os sete anões regressam apressadamente a casa, encontrando Branca de Neve caída no chão.

Muito chorosos, os anões colocam Branca de Neve numa caixa de vidro, rodeada por flores.

Estavam todos em volta de Branca de Neve, quando surgiu, no meio do bosque, um príncipe no seu cavalo branco. Ao ver Branca de Neve, o príncipe de imediato se apaixonou por ela e, num impulso, beijo-a. Branca de Neve acordou: Afinal estava viva!

Os anões saltaram de alegria e Branca de Neve ficou maravilhada com o príncipe!

O príncipe levou Branca de Neve para o seu castelo, onde casaram e viveram muito felizes para sempre.

História infantil João e Maria

A história João e Maria ensina aos pequenos que eles não devem aceitar nada de estranhos. Apesar da história triste, o final feliz ameniza o teor da leitura.

João e Maria

Era uma vez, um pobre lenhado, pai do João e da Maria, vivia numa casa, perto de uma grande floresta. Certa ocasião, uma grande crise veio sobre o país e a situação do lenhador ficou muito ruim. Não conseguia alimentos para os filhos e com isso já não conseguia dormia durante a noite.

A madrasta sugeriu, então, que os filhos fossem levados para o interior da floresta, onde seriam abandonados. O pai não gostou muito da ideia, mas acabou por concordar. Lá foram os 3 floresta a dentro. João, que tinha escutado a conversa, juntou pedrinhas de cascalho que foi deixando cair pelo caminho para que pudesse encontrar o caminho de regresso.

No meio da floresta, o pai lá acendeu uma fogueira para aquecer os meninos. O pai disse que iria cortar lenha na floresta, mas voltou para casa. Como o pai nunca mais chegava, João e Maria resolveram voltar para a casa. Foi só seguirem o caminho das pedras.

Quando chegaram a casa, o pai alegrou imenso, a madrasta, porém, não gostou do regresso deles.
Algum tempo mais tarde, a miséria assolou ainda mais o país. A mulher voltou a queixar-se ao marido:

– Não temos comida suficiente. Precisamos de levar estas crianças para um lugar ainda mais distante.

O pai ficou muito triste, mas acabou por deixar-se convencer pela mulher.
João ouviu novamente a conversa e resolveu ir juntar algumas pedrinhas novamente, mas, desta vez, a madrasta tinha trancado a porta do quarto dos dois.

Na manhã seguinte, foram todos a uma floresta bem distante. Desta vez, João foi deitando pedaços de pão para marcar o caminho de regresso. As crianças, desta vez, foram abandonadas num lugar bem mais longe de casa. Quando resolveram voltar, João não conseguiu encontrar os pedaços de pão que tinha deixado cair ao longo do caminho. Os passarinhos tinham comido tudo.

Durante três dias e três noites, os dois andaram perdidos pela floresta. De repente, encontraram uma casinha feita de pão e bolo. Como estavam com muita fome, comeram um pedaço da casa. Enquanto comiam, saiu de dentro da casa uma velha de bengala que os convidou a entrar, fingindo-se de boazinha, mas ela não passava de uma bruxa malvada.

Quando entraram na casa, a bruxa prendeu o João. Alimentava-o bem para ficar gordo e poder comê-lo depois. João, sabendo qual era a intenção da bruxa, mostrava-lhe sempre um pedaço de osso quando ela vinha examinar o seu dedo.

A bruxa não percebia, porque era meio cega. Um dia, a paciência da bruxa esgotou-se e ela pediu a Maria que acendesse o forno para que pudesse comer o João, mesmo magro. Maria triste, teve que lhe obedecer.

Quando a bruxa se aproximou do forno, Maria empurrou-a lá para dentro.
Os dois, agora, estavam livres.

João colocou as jóias e a comida da casa num cesto e saíram em busca da casa dos pais. Depois de vários dias de procura, acabaram por encontrar a casa. Os pais receberam-nos com muita alegria. Estavam muito arrependidos por os terem abandonado aos dois.

História para ler dos Três Porquinhos

Como a maioria sabe, os Três Porquinhos fala sobre como o trabalho duro e o esforço pode ser recompensador. Enquanto dois porquinhos fazem casas fracas para ter mais tempo para brincar, o terceiro demora mais e constrói uma casa forte e estruturada. Assim, o lobo mal não consegue destruí-la.

Essa história é uma forma dos pais ou dos professores incentivarem o trabalho dos pequenos. Quanto mais esforçada a criança for, mais chances de ter um futuro melhor e assim não passar por situações assustadoras.

Os três Porquinhos

Era uma vez três porquinhos que viviam na floresta com a sua mãe. Um dia, como já estavam muito crescidos, decidiram ir viver cada um em sua casa. A mãe concordou, mas avisou-os:

– Tenham muito cuidado, pois na floresta também vive o lobo mau, e eu não vou estar lá para vos proteger…

– Sim mamã! – Responderam os três ao mesmo tempo.

Os porquinhos procuraram um bom lugar para construir as suas casas e, assim que o encontraram, cada um começou a fazer a sua própria casa.

O porquinho mais novo, que só pensava em brincar, fez a sua casa muito rapidamente, usando palha. O porquinho do meio, ansioso por ir brincar com o mais novo, juntou uns paus e depressa construiu uma casa de madeira. O porquinho mais velho, que era o mais ajuizado, lembrou-se do que a sua mãe lhe tinha dito, e disse:

– Vou construir a minha casa de tijolos. Assim terei uma casa muito resistente para me proteger do lobo mau.

É claro que foi o que demorou mais tempo a construir a casa mas, no fim, estava muito orgulhoso dela, e só aí se juntou aos seus irmãos para brincar.

Um dia andavam os três porquinhos a saltar, muito divertidos, quando aparece o lobo mau:

– Olá! Vejo três deliciosos porquinhos à minha frente.

Ao verem o lobo mau, fugiram, cada um para a sua casa.

O lobo, que estava cheio de fome, chegou ao pé da casa do porquinho mais novo, e disse:

– Cheira-me a porquinho! Sai daí que eu vou-te comer! Se não saíres, deito a tua casa de palha abaixo…

E vendo a casa de palha à sua frente, soprou tão forte, que fez a casinha ir pelo ar!

O porquinho assustado correu para a casa do irmão do meio, que tinha uma casa de madeira.

Quando o lobo lá chegou, gritou novamente:

– Cheira-me a porquinho! E eu estou com tanta fome que vos vou comer aos dois…

E com dois sopros, conseguiu deitar a casa de madeira abaixo.

Os dois porquinhos mais novos correram então, apavorados, para a casa do irmão mais velho, que era de tijolo.

O lobo, vendo que os três porquinhos estavam todos numa só casa, exclamou, louco de alegria:

– Cheira-me a porquinho! E mais fome não vou eu ter, pois apanhei três porquinhos para comer!

Então o lobo encheu o peito de ar e soprou com toda a força que tinha, mas a casinha de tijolos não se mexeu nem um bocadinho. Aliviados, os três porquinhos saltaram de contentes. Mas o lobo não desistiu, e disse:

– Não consegui deitar a casa de tijolos abaixo nem derrubar a sua porta mas eu tenho outra ideia… esperem que já vão ver! E começou a subir o telhado, em direcção à chaminé.

Os porquinhos mais novos ficaram aflitos mas o mais velho, que era muito esperto, colocou no fogão, por baixo da chaminé, um grande caldeirão de água a ferver.

O lobo, ao entrar pela chaminé, caiu no caldeirão de água quente e queimou o rabo, fugindo o mais rápido que podia para o meio da floresta. Os dois porquinhos agradeceram ao seu irmão mais velho, e aprenderam a lição.

Deste lobo mau, nunca mais se ouviu falar…

História para ler na escola

Se as histórias são boas opções para ler em casa, na escola então é que elas são essenciais. Por essa razão, os professores devem ter coletâneas de contos na sala de aula. Isso porque, é uma ótima maneira de abordar assuntos e temáticas trabalhadas nas matérias.

Professora lendo livro para alunos

Ler na escola é uma ótima maneira de abordar assuntos (Foto: depositphotos)

A Lebre e a Tartaruga

Era uma vez uma lebre do bosque a quem chamavam de Rosita que era muito vaidosa. De entre todos os animais do bosque, ela achava-se a mais bonita, a mais esperta e a mais rápida. Além disso, ninguém tinha melhor faro para achar comida do que ela! Numa palavra só, de todos os animais daquele bosque, ninguém era melhor que ela!

No mesmo bosque vivia uma tartaruga, chamada D. Lentidão, que todas as manhãs passeava vagarosamente junto à margem do rio. Como a tartaruga, a lebre Rosita também se dirigia todas as manhãs para o rio em busca do pequeno almoço, encontrando pelo caminho a D. Lentidão.

Além de ser muito convencida, a lebre Rosita também gostava muito de zombar dos outros, e assim que via a tartaruga, começava logo a rir-se dela, chamando-lhe de velha, lenta e outros nomes muito piores!

Numa tarde quente de verão em que os animais do bosque estavam todos reunidos debaixo da sombra de uma grande árvore, a lebre resolveu zombar de D. Lentidão mais uma vez e desafiou-a para uma corrida.

Os animais do bosque ao ouvir semelhante coisa, começaram todos a rir. A raposa Cecília, que muito gostava destas confusões, afirmou que a tartaruga até poderia ganhar à lebre. Tudo dependia da vantagem que se desse à D. Lentidão na corrida e, sendo assim, até apostaria nela.

Todos os animais do bosque começaram a falar ao mesmo tempo sobre a corrida e, discutiam calorosamente qual a possibilidade da tartaruga D. Lentidão poder ganhar à lebre Rosita.

A lebre ao ouvir tais comentários, começava a ficar aborrecida pois achava impossível alguém duvidar das suas capacidades de corredora.

Já que a tartaruga aceitara o desafio, decidiu-se então qual o melhor dia para a corrida e quais as condições, ficando a raposa Cecília responsável por organizar tudo. Ficou decidido que a meta seria junto ao rio, onde todos os animais estariam à espera.
No dia e hora da corrida, já a lebre e a tartaruga se encontravam nos seus lugares: A lebre Rosita muito alegre e confiante da sua vitória e, a D. Lentidão com os seus olhos pequeninos e tristes, parecendo mais pesada do que nunca.

Enquanto a lebre começava a corrida na linha de partida, junto da árvore do melro Fortunato, a tartaruga começava mais a frente, quase a meio do caminho, em direção ao rio.

A raposa Cecília deu o sinal de partida e a tartaruga, sem perder tempo começou logo a andar pela encosta abaixo. Mas Rosita continuava parada, enquanto via D. Lentidão vagarosamente percorrendo o caminho, e gritava: “Não corras tanto velha tartaruga que ainda cais e te magoas!”.

A lebre decidiu então fazer uma pequena sesta junto à árvore do melro Fortunato, pois a tartaruga ia de tal maneira devagar que a lebre, em duas passadas, a alcançaria rapidamente e conseguiria ganhar a corrida.

Pouco a pouco, D. Lentidão lá ia fazendo o seu percurso em direção à meta, já muito cansada mas sem desistir. Alguns animais da floresta acompanhavam a tartaruga, animando-a com palavras de encorajamento.

Já estava a D. Lentidão quase a chegar à meta quando a lebre Rosita acordou de um salto só, viu a tartaruga lá longe e correu monte abaixo como louca. O melro Fortunato só gritava: ”Cuidado Rosita, assim vais cair!”. Mas Rosita não ouvia o melro e continuava em direção à meta convencida da sua vitória.

Os animais do bosque estavam cada vez mais animados e gritavam uns pela tartaruga, outros pela lebre, mas com a aproximação rápida da lebre, já poucos duvidavam da sorte da tartaruga.

Foi então, muito perto do fim que a D. Lentidão tropeçou numa pedra, deu uma cambalhota e começou a rolar estrada abaixo!

Sem se aperceberem bem do que tinha acontecido, os animais do bosque viram D. Lentidão atravessar a linha da meta a rebolar! Era incrível… a tartaruga tinha ganho a corrida perante o olhar espantado da lebre!

Todos deram vivas à tartaruga, levando-a em ombros enquanto a convencida da lebre Rosita fugia para a sua toca, de orelhas baixas e muito envergonhada.

A galinha ruiva

Era uma vez uma galinha ruiva chamada Marcelina que vivia rodeada de muitos animais. Era uma granja muito grande no meio do campo. No estábulo viviam as vacas e os cavalos; os porquinhos tinham o seu próprio chiqueiro. Havia até um tanque com patos e um cercado com muitas galinhas. Havia na granja também uma família grande que cuidava dos animais, entre eles um gato e um cachorro. Um dia a galinha ruiva, escavando a terra encontrou um grão de trigo.

Pensou que se plantasse o grão de trigo, depois poderia fazer pão para ela e todos os seus amigos.

– Quem vai me ajudar a semear o trigo? Perguntou a galinha.

– Eu não, disse o pato.

– Eu não, disse o gato.

– Eu não, disse o cachorro.

– Muito bem, pois eu plantarei sozinha, disse a galinha.

E assim, Marcelina semeou o seu grão de trigo, sozinha, com muito cuidado. Abriu um buraco na terra e o tapou. Passado algum tempo o trigo cresceu e amadureceu se tornando uma bonita planta.

– Quem vai me ajudar a colher o trigo? Perguntou a galinha ruiva.

– Eu não, disse o pato.

– Eu não, disse o gato.

– Eu não, disse o cachorro.

– Muito bem, se não querem me ajudar, eu colherei sozinha mesmo, exclamou Marcelina.

E a galinha, com muito esforço colheu sozinha, o trigo. Teve que cortar com o seu pequeno bico um a um dos talos. Quando acabou, muito cansada perguntou aos seus companheiros:

– Quem vai me ajudar a debulhar o trigo?

– Eu não, disse o pato.

– Eu não, disse o gato.

– Eu não, disse o cachorro.

– Muito bem, eu debulharei sozinha.

Estava muito chateada com os outros animais, assim que se pôs sozinha a debulhar o trigo. Triturou com paciência até que conseguiu separar o grão da palha. Quando acabou, voltou a perguntar:

– Quem vai me ajudar a levar o trigo para o moinho para convertê-lo em farinha?

– Eu não, disse o pato.

– Eu não, disse o gato.

– Eu não, disse o cachorro.

– Muito bem, eu levarei e amassarei sozinha mesmo, respondeu Marcelina.

E como a farinha fez uma deliciosa e macia barra de pão. Após cozinhar o pão, muito tranquilamente perguntou:

– E agora, quem vai querer comer pão? Voltou a perguntar a galinha ruiva.

– Eu, eu! Disse o pato.

– Eu, eu! Disse o gato.

– Eu, eu! Disse o cachorro.

– Pois bem, nenhum de vocês vai comer! Disse Marcelina. Comerei eu e os meus filhos, pois não quiseram me ajudar a semear, colher, debulhar, nem amassar o trigo.

E assim o fez. Chamou seus pintinhos e compartilhou o pão com eles.

(Byron Barton)

O pássaro que enganou o gato

Certo dia, um gato muito sabichão caminhava sobre o telhado de uma casa, quando avistou um canarinho assobiando, em um fio da rede elétrica.

“Ei! Belo pássaro cantor, já sabe da novidade?” Disse o bichano olhando para o alto.

“Que novidade?” Perguntou o passarinho, já desconfiado.

“Uma nova lei foi aprovada… Agora todos os bichos terão de ser amigos, não haverá mais rivalidade, nem presas, nem predadores e todos terão que viver em harmonia”.

“Sério?!!” Questionou o canário.

“Sim, e para comemorar, voe até aqui e venha-me dar um abraço, sejamos amigos!”.

“Tudo bem” disse o canário, ”Vou pousar próximo à casinha do Rex, aquele grande pastor alemão ali no quintal e então nos abraçaremos e comemoraremos os três juntos”.

Ouvindo isto, o felino saltou tentando agarrar o pássaro, que voou rapidamente e gargalhou do gato.

“Lei nova… ha, ha, ha, ha!!!

O gato saiu frustrado e resmungando, pois não contava com a astúcia do pequeno pássaro.

A importância de ler histórias para crianças

De acordo com a pedagoga Mariana Celeste, a leitura é capaz de estimular a imaginação na vida das crianças. Assim, elas passam a querer saber mais e são estimuladas a procurar por mais leituras.

Além disso, o ato de ler para os pequenos incentiva a utilização correta da língua nativa. Isso porque, quem gosta de ler, aprende novas palavras e seus significados. Consequentemente, também passa a ter um bom vocabulário e uma habilidade mais desenvolvida para escrever.

Tudo isso sem contar no aprimoramento da cognição, como lembra a pedagoga em entrevista para o Estudo Kids. “Através das histórias, dá pra introduzir assuntos que ainda não estão no universo da criança“, destaca Mariana.

Desta maneira, as crianças que possuem a oportunidade de ter acesso a contos, fábulas e aos mais diversos tipos de histórias são capazes de ter mais conhecimento e cultura. Com isso, também acabam se dando bem nas matérias e melhoraram a interação com a sociedade.

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Como influenciar as crianças a lerem?

Para o site espanhol Guia Infantil, as crianças tendem a gostar mais de leitura quando têm exemplos dentro de casa. Assim, a primeira dica de como influenciar as crianças a lerem é tomando a iniciativa e dando o exemplo aos pequenos ainda em casa.

Além disso, é ideal aumentar o acervo de livros em casa para que elas tenham maiores opções na hora de escolher a leitura. Um espaço no lar para a biblioteca e para dedicar-se a leitura também são passos indicados para que qualquer papai ou mamãe siga.

Outras dicas dadas pelo Guia Infantil é que os pais não obriguem os filhos a lerem. Essa atividade deve ser vista como um momento de entretenimento e não como uma obrigação. Caso contrário, ao invés de sentirem prazer, os pequenos vão ver a leitura como algo chato e tedioso.

Por fim, aproveite as etapas da vida da criança com inteligência. Assim que o bebê já ficar sentado e firme, ofereça livros para que ele possa manipular. Esses livros podem conter histórias de princesas, dos Três Porquinhos ou de João e Maria. Além disso, podem ser de fábulas pequenas e rápidas ou contos para ouvir na hora de dormir.

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