Publicado por André Luiz Melo

Talvez você nunca reparou que parte dos alimentos que compõem o seu cardápio são oriundos do campo e, até chegarem à sua mesa, passam por um processo, atualmente, de plantação e/ou colheita de forma automática. A isso damos o nome de mecanização do campo.

É, mas nem sempre foi assim. A chegada das máquinas no meio produtivo rural se confunde com o período da revolução industrial, no século XVIII, quando as máquinas não só deram origem às indústrias nas cidades como modernizou as técnicas da agricultura nas fazendas e sítios. Foi nesse momento em que entraram em cena as primeiras semeadeiras, colheitadeiras e os tratores.

Mecanização do campo

Foto: Reprodução

Importância

Foi devido à mecanização da agricultura, juntamente à revolução verde – termo que compreende as evoluções tecnológicas agrárias -, que a produção rural ganhou rapidez e melhor custo benefício, contribuindo até para uma maior oferta de matérias e bens para exportação.

É através da mecanização do campo que o produtor tem conseguido, ao longo dos anos, melhor adequar o solo para plantação, assim como fazer a manutenção da lavoura e aprimorar o plantio e a colheita com eficiência e otimização do tempo.

Graças a essa automatização do campo que as fábricas de máquinas, tratores e outros equipamentos rurais tiveram crescimento acentuado. Com isso, as indústrias desse segmento puderam estender suas unidades fabris, ampliar suas linhas de produção e, assim, gerar mais postos de trabalho.

Não tão bom assim

Se por um lado os profissionais que atuam em fábricas de máquinas e equipamentos para o campo comemoraram mais oportunidades de emprego, os trabalhadores rurais e pequenos agricultores perderam espaço com a mecanização agrária.

Em muitas propriedades rurais a substituição do homem do campo pela máquina tomou dimensões estratosféricas, gerando, inclusive, o desemprego estrutural – aquele que se dá quando um posto de trabalho se torna inexistente.

Somente entre os anos de 2011 e 2012, o número de oportunidades de trabalho no campo caiu em 756 mil, segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, tal indicativo é a constatação de que há um incontrolável crescimento do desemprego no campo.

Também de acordo com o IBGE, somente 14,2% de todos os atuais empregos no País correspondem à agricultura. Já em 2004, ainda segundo o Instituto, esse percentual chegava a 20,4%.

A automatização da produção rural chegou também a contribuir com o êxodo rural – que compreende a saída em massa da população agrária para outras regiões em busca de melhores condições de vida. No Brasil, esse fenômeno ocorreu predominantemente na segunda metade do século XX.

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