Publicado por Robson Merieverton

Nos países populosos ou pobres, muito se ouve falar em controle de natalidade. Essa é uma medida, como o próprio nome já diz, de tentar “administrar” os nascimentos dos bebês, seja em decorrência do crescimento demográfico ou situação de pobreza extrema.

A verdade é que o assunto é bastante discutido em vários setores como: sociedade, política, economia, antropologia e religião, sem contar que ele é bastante polêmico.

Nas sociedades antigas, existiam vários métodos contraceptivos para evitar a gravidez nas mulheres, que não levavam em consideração a sua vontade, nem tão pouco as consequências. Hoje em dia, ao menos o que defende a constituição de muitos países, é que os casais sejam livres para programar quando e como querem ter seus filhos.

O controle da natalidade nos dias de hoje

Foto: depositphotos

É importante que se deixe claro que esses métodos contraceptivos e o controle da natalidade em si, são questões que geram muita discussão, não é de hoje.

Controle da natalidade na história

Até o século XVII, antes que o microscópio tivesse sido inventado por Anton van Leeuwenhoek, os espermatozóides não eram vistos como células germinativas. Logo os métodos contraceptivos empregados antes dessa época eram usados sem o devido conhecimento.

O preservativo surgiu por volta do século XVII, feito, inicialmente, de uma tira do intestino de um animal. Ele não era popular, nem tão eficaz quanto os preservativos modernos de látex que hoje são encontrados com facilidade, mas foi empregado como meio de contracepção e na esperança de evitar doenças sexualmente transmissíveis.

Métodos violentos para as mulheres, como é o caso do aborto, também já foi usado para controlar a natalidade.  Hoje, o interesse por esse controle se deve ao fato de alguns países apresentarem crescimento demográfico acelerado, especialmente em regiões subdesenvolvidas.

O caso também é comum em países do chamado “Terceiro Mundo”, onde as mulheres são induzidas a ter menos gestações, através de programas de esterilização. Este método é condenado pela opinião pública esclarecida e pelos especialistas em demografia.

Nas últimas três décadas, estima-se que o número de mulheres e homens que usam algum método contraceptivo excede um bilhão.

Natalidade dos países pobres

Nos países considerados pobres ou subdesenvolvidos, a taxa de natalidade aumenta vertiginosamente, seja pela falta de políticas públicas que eduque a população a proceder de forma diferente ou mesmo pela falta de planejamento familiar.

Sendo assim, a distribuição de renda vai ficando cada vez mais complicada e se concentrando nas mãos das pessoas com renda mais alta. Nesses casos, o controle da natalidade é feito de forma polêmica e fora de consenso.

Métodos modernos de controle da natalidade

Com o avanço dos estudos nesse campo, muitos são os métodos seguros de se evitar uma gravidez. Conheça alguns deles:

Métodos de barreira

Consistem no bloqueio físico do útero para impedir a entrada do espermatozoide. Nos homens, a camisinha ou preservativo, é o mais usado. Já nas mulheres, existe o diafragma, que consiste em uma cobertura de borracha ajustada ao cérvix e a camisinha feminina.

Diu

Trata-se de um dispositivo intrauterino, semelhante a um anel ou espiral de plástico ou metal colocado no útero, que interfere a implantação do óvulo.

Métodos químicos

Os anticoncepcionais regulam a taxa hormonal nas mulheres, impedindo que a mesma ovule. Também existem creme, espuma ou geleia espermicida usadas para exterminar os espermatozoides no coito.

Esterilização cirúrgica

Na mulher, realiza-se cortando e ligando as trompas de Falópio, os condutos que levam o óvulo do ovário ao útero. No homem, a esterilização é feita cortando os dois ductos que levam o esperma dos testículos ao pênis.

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