Publicado por Natália Petrin

O primeiro dia de limpeza de praias foi realizado em 1986 pela ONG americana fundada em 1972 Center for Marine Conservation. Ao todo, 2.800 voluntários participaram desse dia, e cerca de 124 toneladas de material foram coletados no litoral do Texas, nos Estados Unidos.

Dois anos depois o evento se tornou nacional e teve a participação de 47.500 voluntários. Em 1989, a data se tornou internacional, e teve participação de voluntários também do Canadá e do México. Depois, nove anos mais tarde, o evento contou com mais de 340 mil voluntários e aconteceu em mais de 75 países. No Brasil, 1446 pessoas participaram na coleta de 8.169 quilos de lixo em aproximadamente 95 km de praia.

Que dia acontece?

O evento sempre acontece no terceiro sábado de setembro, e é marcado pela participação de voluntários que vão às praias para efetuar a limpeza do lixo depositado por lá por usuários locais, ou ainda por descargas no mar feitas por navios ou rios.

O Dia da Limpeza na Praia

Foto: Pixabay

Os voluntários, além de fazer a coleta do lixo, são responsáveis ainda pelo controle do material recolhido que terá os valores controlados e usados pela CMC para a composição da estatística que especifica qual a quantidade recolhida de cada material, retratando o estado de poluição dos oceanos do planeta.

O controle

É importante que esse controle e essas estatísticas sejam feitas para que seja possível fazer a fiscalização das nações signatárias da Convenção Internacional de Prevenção de Poluição advinda de navios, conhecida como Marpol ou International Convention for the Prevention of Pollution from Ships. As nações que participam têm que cumprir o tratado, principalmente com relação ao anexo V que se refere ao lixo sólido.

Objetivos

Inicialmente, o Dia Mundial de Limpeza de Praias objetivava constatar a existência do problema que era gerado pela presença do lixo nos oceanos. Depois, objetivou analisar, além dessa existência, a extensão do problema e, consequentemente, os riscos que os poluentes trazem para a vida marinha. Depois disso, outro objetivo é encontrar soluções possíveis, como é o caso da reciclagem, redução da sucata, educação da população e cobrança das autoridades competentes para desenvolvimento de legislações que girem em torno do problema.

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