Publicado por Katharyne Bezerra

O que hoje conhecemos como Estado Islâmico ou simplesmente “EI” e que tanto ouvimos falar nos jornais é uma organização do Oriente Médio que está presente em parte do Iraque e da Síria. Responsável por diversos ataques terroristas no mundo todo, o grupo tem como intuito voltar com o império árabe muçulmano.

Mas, como tudo isso começou? Como eles agem no mundo todo? O que este grupo pensa e defende? Estes são alguns dos questionamentos levantados quando o assunto é o EI, os quais você pode esclarecer neste artigo.

História do Estado Islâmico

O Estado Islâmico e a sua atuação

Foto: Creative Commons

Antes de falar sobre o Estado Islâmico em si, é necessário voltar alguns anos e perceber como a ideologia da organização se formou. O ano é 2002, quando o grupo radical Tawhid wa al-Jihad foi criado pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi.

De acordo com o site BBC Brasil, este grupo ficou fortalecido um ano depois da sua criação, quando jurou apoio a Osama bin Laden e acabou formando bases da Al Qaeda no Iraque, durante a invasão ao país comandada pelos Estados Unidos.

Toda esta fortaleza foi enfraquecendo com o passar do tempo e a grande marca foi a morte de Zarqawi, em 2006. No entanto, ainda segundo a BBC Brasil, o Al Qaeda perseverou os ideais da organização com a criação do “Estado Islâmico de Iraque”.

Por desavenças internas, o Isi, sigla em inglês para a nova formação, passou por um processo de enfraquecimento. Para mudar esta realidade, Abu Bakr al-Baghdadi se tornou o novo líder do conjunto em 2010.

Mas, o nome Estado Islâmico só se tornou usual após rebeliões iniciadas contra o presidente sírio Bashar al Assad, em 2013 e depois de várias conquistas territoriais que ultrapassavam a região do Iraque.

A partir do momento em que Abu Bakr criou o califado, isto é, um regime comandado por um líder político-religioso, o Estado Islâmico passou a ser conhecido no mundo todo. Baseado na Lei Islâmica Sharia, o grupo terrorista foi instituído e segundo historiadores os seguidores variam de 15 mil a 50 mil, sendo 30% por convicção e o restante por opressão dos líderes.

O que os militantes do EI fazem?

O grupo que atua em uma área que varia entre 40 mil km² a 90 mil km², possui diversos armamentos pesados e por isso são considerados extremamente perigosos. Diante de tanto poder armamentista, o Estado Islâmico já comandou diversos atentados como a queda de um avião russo, provocando a morte de 224 pessoas, em 31 de outubro de 2015.

Ainda nesse mesmo ano, o EI assumiu ser o responsável pelos atentados terroristas em Paris, no dia 13 de novembro. Os ataques foram colocados em prática em seis lugares diferentes da capital francesa, deixando 129 mortos e 352 feridos.

Além dos ataques, o Estado Islâmico é responsável por sequestros, mortes em massa, exploração de mulheres dos seus inimigos capturados etc. Toda estas ações e o poder de armas que o EI possui advém dos seus financiamentos.

Há suspeitas que países financiam as ações desta organização, mas o dinheiro não vem somente destas nações. O Estado Islâmico detém regiões com domínio de petróleo e gás, comercializando estes materiais, conseguem manter financeiramente o grupo.

Com todas estas atuações, o grupo pensa em expandir ainda mais o seu território e assim alcançar a construção de um império árabe muçulmano. Para os componentes do grupo, as demais religiões e seus respectivos fieis pretendem acabar com o Islã, por isso veem estas pessoas como “infiéis” e têm como propósito acabar com esta ameaça.

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