Publicado por Robson Merieverton

Alguns termos evolutivos chegam para confundir a cabeça dos estudantes. Nesses casos, quanto mais esclarecimentos a respeito deles se tiver, mais fácil acontece o entendimento. Esse é o caso observado na ‘sucessão ecológica’. O termo representa o processo de desenvolvimento de uma comunidade ecológica dado em um determinado intervalo de tempo.

Para que a sucessão ecológica ocorra é preciso que alguns fatores sejam levados em consideração. O principal deles diz respeito as condições abióticas, ou seja, onde não existe vida. Dentro do processo suscetível, ele pode se dá de duas maneiras: primário, quando ocorre em lugares nunca antes habitados e secundário, evidenciando lugares anteriormente habitados.

Sucessão ecológica primária

O processo de sucessão ecológica

Foto: Reprodução/ internet

Para ficar mais fácil o entendimento sobre o que é sucessão ecológica primária, tome como exemplo uma rocha nua, ou seja, sem qualquer condição de vida. Rochas que assumem essas características são as de origem vulcânica. Nesse caso, os seres vivos que possivelmente irão se instalar nela precisam ter o mínimo de exigência, sobrevivendo com pouca água, luz e quantidade de sais minerais reduzida.

Esses seres são conhecidos como líquens, estando associados a cianobactérias com fungos. Sendo assim, essa rocha passa a ter as condições favoráveis para o surgimento de uma comunidade pioneira conhecida também por ecese. A atividade metabólica que os líquens proporcionam, vai trazendo pequenas modificações para o meio, condicionando o aparecimento de outros seres, tais como plantas de pequeno porte.

Com o avançar das etapas, aqui conhecida por seres, o que antes era visto como abiótico, passa a conter condições favoráveis para o desenvolvimento de outras formas de vida. A parte final do processo de sucessão ecológica é identificada por clímax, onde passa a figurar condições físicas básicas, como o solo, clima e temperatura. Juntos, todos esses fatores propiciam processos químicos e biológicos.

Sucessão ecológica secundária

Diferente do tipo de sucessão ecológica apresentado anteriormente, nesse caso, o ambiente em questão apresenta destruição parcial. Essa condição pode ter sido ocasionada pela ação do homem, através da exploração agrícola, queimada ou desmatamento. Nesses casos, o meio não está totalmente isento da ação de nutrientes. Ele já foi ocupado por outra comunidade biológica.

Assim como acontece na sucessão ecológica primária, é necessário que alguma forma de vida comece a se manifestar a partir das condições existentes no local. As espécies que começarem a se desenvolver acabam por sustentar o desenvolvimento das espécies posteriores, até chegar a clímax. O processo ocorre até que o ambiente volte a estar habitado e cheio de vida.

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