Publicado por Priscila Melo

No Brasil os quilombos surgiram entre os séculos 16 e 19, eram onde os escravos se refugiavam em busca de uma nova forma de vida. Os escravos fugiam de seus senhores e procuravam os quilombos para e esconder dos capitães do mato e outras pessoas que tivessem interesse em captura-los novamente.

O que é um quilombo?

Foto: Reprodução

Definição

A palavra quilombo vem de dois termos africanos, Kilombo e Ochilombo. Essa palavra significava um lugar de repouso, que era utilizado por populações nômades ou povos que estavam de deslocando de cidades.

Após algum tempo, essa palavra passou a significar também aquele local onde as pessoas paravam para fazer comércio de cera, escravos e outras coisas que eram almejadas pelos colonizadores.

No Brasil esse significado mudou, o termo quilombo em nosso país tinha e tem o sentido de comunidades autônomas de escravos que fugiram.

Quilombos no Brasil

No Brasil, quilombo é o nome dado aos locais onde os escravos que fugiam dos engenhos se refugiavam durante o período colonial e imperial. Os quilombos aqui também eram conhecidos como mocambos. Nesses locais os escravos passavam a construir suas casas, criar laços comunitários, conseguiam ter sua tão sonhada liberdade.

Os quilombos variavam de acordo com a localidade, alguns eram grandes, outros pequenos, porém os mais comuns eram os menores. O quilombo mais conhecido foi o Quilombo dos Palmares, onde o líder principal era Zumbi dos Palmares. Esse quilombo existiu por quase cem anos e foi o maior símbolo da resistência dos escravos no Brasil Colonial.

Atualmente existem muitas comunidades quilombolas espalhadas pelo Brasil. Na Bahia temos o Quilombo dos Macacos, no norte de Goiás os Kalungas, no Maranhão existem as comunidades quilombolas de Alcântara. A preservação dessas comunidades é o que mantém viva a história da resistência à escravidão no Brasil.

Quilombolas

Quilombolas eram aqueles moradores que faziam parte dos quilombos. Muitos deles, mesmo após a abolição da escravatura preferiram continuar morando nessas comunidades, pois lá já haviam formado laços.

Os quilombolas constituíam famílias e criaram uma nova forma de sociedade, em boa parte dos casos livre da escravidão. Com a constituição de 1988 esses moradores ganharam o direito total das terras em que estavam.

A população dos quilombos

A população dos quilombos não era formada apenas por escravos, além deles ainda havia alguns indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres.

Estudos genéticos comprovam que mesmo havendo uma grande predominância da ancestralidade africana nos quilombos, havia a presença de pessoas de origem europeia e indígena nessas comunidades. No quilombo de Valongo os africanos predominavam e essa comunidade era quase exclusiva deles, já no quilombo do Mocambo, no Nordeste, os europeus eram a maioria, porém esse último caso era muito raro de acontecer.

Nesses quilombos os quilombolas plantavam e colhiam frutos e madeira das matas, também criavam e caçavam animais. Parte do que produziam era para consumo próprio, e a outra parte era para comercialização com as cidades vizinhas. Desta forma, é possível perceber que os quilombos além de não serem isolados da sociedade tinham contato com outros setores da sociedade colonial e imperial.

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