Publicado por Katharyne Bezerra

Em 1940, os cientistas Karl Landsteiner e Alexander Solomon Wiener encontraram uma substância no sangue de um macaco chamado Rhesus. Este elemento era na verdade um antígeno que também está presente na corrente sanguínea de algumas pessoas, mas por ter sido achado primeiramente neste primata o nome dado à matéria foi “fator Rh”.

Contudo, nem todo os seres humanos possuem o Rh, sendo assim, são divididos em dois grupos: o Rh + (positivo) e o Rh – (negativo). Para se ter uma ideia de como a informação de ter ou não Rh no sangue é importante, foi criado um teste para descobrir as condições sanguíneas das pessoas. O exame consiste em misturar uma amostra de sangue com uma solução composta por Rh. Caso haja uma aglutinação de hemácias, o indivíduo é positivo, caso contrário é negativo.

Qual a importância do Rh?

É preciso desmistificar, primeiramente, sobre o poder que o Rh possui sob o organismo. Isto porque, não importa se o indivíduo é positivo ou negativo, isso não significa dizer que ele é mais ou menos saudável. Portanto, esta informação só indica a situação sanguínea de determinado paciente. Então, porque é tão necessário saber?

O que entender por fator Rh?

Foto: Depositphotos

A importância desta informação deve-se ao fato de que uma pessoa com o Rh – não pode entrar em contato com o Rh +, tendo em vista que o organismo não está habituado as estas substâncias e ao reconhecê-las no corpo pode tentar destruí-las. Este ataque é maléfico para o organismo e as reações podem ser diversas, podendo chegar ao ápice que é a morte do receptor. Já quando um paciente Rh + entra em contato com Rh -, nada ocorre dependendo do tipo sanguíneo.

Levando em consideração estas situações, existe um problema que pode surgir na gravidez e que coloca em risco a vida do bebê. Por exemplo, se a mulher é Rh – , mas está grávida de uma criança com o Rh +, o organismo da mãe pode reconhecer as hemácias do bebê como uma ameaça e, por isso, pode haver a destruição da corrente sanguínea do feto. Em casos extremos, a criança pode sofrer de anemia e vir a óbito. Por esta razão, é importante que os pais procurem consultar especialistas, para saber se existe esta possibilidade na gestação e, se for o caso, buscar um tratamento que tente evitar tal problema.

O sistema ABO

Este sistema está relacionado a presença ou não de Rh no sangue humano, pois ele refere-se ao tipo sanguíneo que as pessoas possuem. Desta forma, uma pessoa pode ser A +, A -, B+, B -, AB+, AB -, O+  e O -. Estas características são passadas para as crianças através da combinação entre os genes dos pais e diz limite as doações de sangue, excetuando dois casos que são os tipos sanguíneos universais, são eles: O – , o doador universal, isto é, pode doar a todas as pessoas; e o AB +, que é receptor universal, aquele que recebe qualquer tipo de sangue. Os demais só podem doar e receber dos seus semelhantes.

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