Publicado por Débora Silva

“Favela” é um termo que ouvimos muito no nosso cotidiano, seja pelas pessoas que fazem parte da nossa vida diária ou pelos meios de comunicação. Com a ocupação urbana crescente, os investimentos em infraestrutura não foram suficientes e, consequentemente, a população buscou espaços deixados de lado pela urbanização formal, o que deu origem às favelas brasileiras.

“Favela” significa toda e qualquer ocupação irregular de terrenos públicos ou privados ou, ainda, em áreas não recomendadas para moradia, os chamados locais de riscos, como encostas e morros muito altos.

O que são as favelas?

Foto: Reprodução

Nos primeiros levantamentos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre aglomerados subnormais, realizados na década de 1950, foram consideradas favelas o conjunto mínimo de 51 casas que não possuíam serviços públicos essenciais, que ocupam ou que tenham ocupado terreno de propriedade alheia, dispostas de forma desordenada.

O surgimento das favelas

As favelas surgem a partir das desigualdades sociais, do grande número de pessoas que vivem em condições precárias, principalmente nas grandes cidades. Historicamente, esse processo foi resultante do êxodo rural (migração em massa de pessoas do campo para a cidade, devido à substituição do homem pela máquina).

Segundo dados históricos, as primeiras favelas no Brasil surgiram após a Guerra de Canudos, no final do século XIX, em terrenos cedidos pela Marinha a soldados que voltaram das missões militares. No entanto, as favelas tornaram-se mais visíveis após a década de 1950, com o processo de industrialização do país. “Favelização” é o nome dado ao processo de surgimento das favelas.

As favelas em números

Como parte do Censo Demográfico de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou resultados sobre os chamados “aglomerados subnormais” do país. Esses aglomerados subnormais são as áreas conhecidas como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, mocambos, ressacas ou palafitas. Segundo o estudo, essas áreas abrigam os lares de 6% da população brasileiras, o que representa 11.425.644 pessoas; e foram identificados 3.224.529 domicílios nessas áreas, o que representa 5,6% do total de residências do país. A maior concentração de domicílios em favelas está na região Sudeste do Brasil, com 49,8% do total. As três maiores favelas do Brasil são a da Rocinha (Rio de Janeiro), Sol Nascente (Brasília) e Rio das Pedras (Rio de Janeiro).

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