Publicado por Natália Petrin

O universo infantil e infantojuvenil é repleto de fantasias, magia e repleto de histórias de faz de conta, o que acabou inspirando muitos poemas e canções na cultura – literatura e música –, direcionados às crianças, tão especiais, que vivem em um mundo colorido e encantado em que não há limites para a imaginação.

Alguns versos retratam a beleza e a inocência das crianças, e são escritos por muitos poetas e compositores que admiram esse universo lúdico.

O 'universo' dos poemas para crianças

Foto: Reprodução/ internet

Confira abaixo alguns poemas para crianças.

Bola de meia, bola de gude

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Pontinho de vista

Eu sou pequeno, me dizem,
E eu fico muito zangado.
Tenho de olhar todo mundo
Com o queixo levantado.
Mas, se formiga falasse
E me visse lá do chão,
Ia dizer, com certeza:
– Minha nossa, que grandão!

(Pedro Bandeira)

Passarinho no Sapé

P tem papo
O P tem pé.
É o P que pia?
(Piu!)
Quem é?
O P não pia:
O P não é.
O P só tem papo
E pé.
Será o sapo?
O sapo não é.
(Piu!)
É o passarinho
Que fez seu ninho
No sapé.
Pio com papo.
Pio com pé.
Piu-piu-piu:
Passarinho.
Passarinho
No sapé.

(Cecília Meireles)

A foca

Quer ver a foca
Ficar feliz?
É por uma bola
No seu nariz.

Quer ver a foca
Bater palminha?
É dar a ela
Uma sardinha

Quer ver a foca
Fazer uma briga?
É espetar ela
Bem na barriga!

(Vinicius de Moraes)

O pinguim

Bom-dia, Pinguim
Onde vai assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim.
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu de jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca.

(Vinícius de Moraes)

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