Publicado por Anna de Cássia

O período homérico é a época vivida na Grécia entre os séculos XII a.C. e VIII a.C., e recebeu esse nome porque não existem muitas fontes históricas para se estudar esse período, a não ser pelos poemas Odisseia e Ilíada, que foram escritos pelo poeta grego Homero.

Período homérico

Foto: Reprodução

Ilíada e Odisseia

Acredita-se que esses dois poemas foram escritos no século VI a.C., e que Homero apenas escreveu as histórias que foram sendo transmitidas oralmente de pai para filho ao longo dos séculos pela população que vivia em Hélade (que hoje é a Grécia).

O primeiro deles, Ilíada, conta a história do último ano de uma guerra que ficou conhecida como Guerra de Troia (Troia em grego se escreve Ílion, e por isso o nome do poema é Ilíada). Já o poema Odisseia conta a história de Ulisses, que após o fim da Guerra tenta voltar para sua casa.

Esses dois poemas são muito importantes, pois eles mostram como era a civilização grega naquela época em que não se tinha registro escrito, e nos conta um pouco de como era a vida das pessoas, os hábitos e costumes, as formações sociais, etc.

Os poemas são a única fonte histórica sobre o período?

Os poemas escritos por Homero são a única fonte histórica escrita, porém, arqueólogo encontraram alguns objetos que nos deixam deduzir um pouco de como era a vida naquela época.

Foi possível, por exemplo, descobrir que no período homérico a civilização grega voltou a ter o campo como principal atividade econômica, e acabaram abandonando inúmeras cidades. Acredita-se que o motivo que fez eles trocarem a cidade pelo campo foi algumas invasões do povo dórico que aconteceu na região de Hélade.

Organização da sociedade grega no período homérico

A população era organizada em genos, que eram famílias grandes, que funcionavam como unidades econômicas, políticas, sociais e religiosas, que assegurava subsistência e muitas vezes vivia isolada de outras comunidades. Não existia propriedade privada na época, e o cultivo das terras e a utilização de instrumentos agrícolas acontecia de forma coletiva.

Essas famílias eram lideradas por uma pessoa que se chamava páter, que era como se fosse o chefe da geno. Por esse motivo, a comunidade ficou conhecida como comunidade gentílica ou comunidade patriarcal.

O páter sempre era um homem – era o sexo masculino a figura de maior influência dentro da sociedade grega. Ele era considerado uma autoridade máxima, e muitas vezes ocupava papel de juiz, militar ou chefe religioso.

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