Publicado por André Luiz Melo

Quem nunca se deparou com uma planta carnívora em desenhos ou filmes de animação, não é? Pois bem. Está preparado para saber a verdade? É que elas realmente existem. Calma! Respire fundo e relaxe, pois diferentemente da ficção, as reais não capturam e nem digerem seres humanos, apenas pequenos animais como insetos. Ufa!

As espécies de vegetais classificadas como plantas carnívoras são aquelas que agarram e comem pequenos seres para obtenção do nitrogênio e nutrientes presentes nas proteínas destes. Essas vegetações são famintas das enzimas digestivas que retiram os compostos nitrogenados presentes em minúsculos animais.

Plantas carnívoras

Foto: Reprodução

Desenvolvimento

Esses vegetais são nativos de solos considerados pobres e encharcados, devido a ausência (ou pouco volume) de nitratos, estes que são essenciais para a síntese de clorofila, fenômeno realizado pelas plantas. Como exemplo típico podemos constatar os brejos.

Assim, para essas plantas obterem a quantidade ideal de nitrogênio para o seu crescimento é necessário a digestão de animais. Segundo dados históricos, há indícios de que esses vegetais existam há mais de 60 milhões de anos.

Em todo o mundo, exceto na Antártida, estima-se a existência de mais de 500 espécies dessas plantas. No Brasil, contabilizam-se mais de 80 espécies das mais diversas variações, sendo o País a figurar como o segundo em todo o Planeta (atrás apenas da Austrália) a abrigar o maior número de espécies.

Armadilhas

Um dos principais mecanismos utilizados pelas plantas carnívoras para capturar seu alimento são as “jaulas”. As espécies que possuem esse “artefato” nas folhas são repartidas em duas, algo parecido com uma boca, com espécies de “gatilhos” na parte interna, estes que são imediatamente acionados ao entrarem em contato com algum animal e bloqueiam a boca pela metade, somente se abrindo por completo após a digestão do bicho. Espécies como a Dionaea dionéia são dotadas dessa armadilha.

Há também aquelas que possuem o mecanismo de sucção. Estas dispõem de utrículos parecidos com pequenas bolsas com uma mínima boca semelhanteas “jaulas”. Quando está se abre, suga tudo o que estiver próximo.

Existem também as espécies dotadas de ascídios, espécies de reservatórios que contém um líquido digestivo que afoga a presa para em seguida fazer a digestão. Por fim, há ainda as plantas de “folhas colantes”, estas possuem glândulas que grudam os insetos a serem digeridos pelo vegetal.

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