Publicado por Katharyne Bezerra

Se você faz parte de uma família católica, já deve ter percebido que no último dia útil do período conhecido como Semana Santa, é recomendado não consumir carne. Este costume se trata de uma tradição na sociedade, uma determinação da igreja católica que acontece a diversos séculos.

O início deste hábito data do século V d.C., período este marcado pelo crescimento e fortalecimento da igreja católica.

Mas afinal, por que não se deve comer carne na Sexta-feira Santa? O que esta passagem de tempo representa para os fiéis? Será mesmo que comer carne durante este espaço de tempo é considerado pecado? Pensando nestes questionamentos, o Estudo Kids traz as respostas neste artigo. Confira!

Por que meus pais dizem que não posso comer carne na Sexta-feira Santa?

Foto: depositphotos

O porquê de não comer carne na Sexta-feira Santa

Segundo a Bíblia, a Quaresma representa o tempo em que Jesus Cristo passou no deserto jejuando, por isso que nesta época os católicos também fazem penitência eliminando algum alimento nos quarenta dias que antecedem a Semana Santa.

A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e após os 40 dias, começa a Semana Santa. Na Sexta-feira Santa, a igreja acredita que Jesus tenha sido crucificado, por isso recomenda aos fieis o não consumo de carne, para não lembrar o derramamento de sangue do Salvador.

Apesar de não existir nenhum versículo na Bíblia sobre este tipo de jejum, ele é incentivado pelos fieis católicos dentro da igreja. No entanto, mesmo não sendo uma passagem bíblica, comer carne durante este dia é totalmente condenado pela instituição religiosa. Para suprir este alimento, os católicos consomem o peixe que não possui derramamento de sangue como o boi, porco ou galinha.

Os jejuns da sexta-feira

Além da Sexta-feira Santa, que compreende o período da Semana Santa, alguns católicos também privam-se de comer carne durante todas as sextas do ano. Este tipo de penitência faz parte das tradições familiares, passadas de pai para filho. No entanto, também pode surgir na vida do fiel por intermédio de uma graça alcançada, ou seja, um pagamento de promessa.

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