Publicado por Débora Silva

Na sociedade capitalista ocidental, a saída do campo para as cidades foi motivada pela concentração industrial e comercial nos espaços urbanos, fazendo com que as pessoas se deslocassem em busca de emprego e prestação de serviços.

Nas cidades, existe uma grande concentração populacional em pequenos espaços e, para que as pessoas possam viver bem, com as mínimas condições de vida, são necessários serviços como coleta de lixo, saúde, água tratada, iluminação pública, segurança, coleta de esgoto e outros que englobam a denominada “qualidade de vida”.

O que é qualidade de vida?

A expressão qualidade de vida indica as condições de vida de um ser humano e envolve várias áreas, como o bem físico, espiritual, mental, psicológico e emocional das pessoas; os seus relacionamentos sociais, como família e amigos; e também incluem a saúde, educação, poder de compra, habitação, saneamento básico e demais condições que afetam as nossas vidas.

Qualidade de vida nas cidades: acesso à saúde, infraestrutura e segurança

Foto: Pixabay

É importante ressaltar que qualidade e o padrão de vida não são expressões sinônimas, pois a última é uma medida que quantifica a qualidade e quantidade de bens e serviços disponíveis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um questionário para medir a qualidade de vida, composto por 26 questões que englobam os domínios físico, psicológico, o do nível de independência, o das relações sociais, do meio ambiente e dos aspectos religiosos. Uma maneira de medir a qualidade de vida nos países é por meio do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que compara riqueza, alfabetização, educação e outros fatores.

As condições de vida nas cidades

Para se viver com um mínimo de qualidade nas cidades, existem algumas condições, tais como as habitações. Algumas pessoas têm casa própria, outras moram de aluguel, mas a população mais carente se vê obrigada a se deslocar para a periferia das áreas urbanas, construindo suas habitações em locais inadequados, como às margens de rios e córregos ou em encostas de morros. Estes locais são muito perigosos e estão em uma situação constante de risco, expostos a alagamentos ou deslizamentos de terra.

As construções feitas em regiões inadequadas também costumam passar por outro problema: a falta de saneamento básico. Serviços como fornecimento de água tratada e potável, coleta de lixo e esgoto são essenciais para evitar doenças e garantir uma melhor qualidade de vida.

A qualidade de vida nas cidades também é medida pela alimentação e o trânsito de pessoas e mercadorias. Ter hábitos alimentares saudáveis, consumindo as quantidades ideais de nutrientes e vitaminas, é muito importante para o bem-estar geral do indivíduo.

O grande fluxo de automóveis, principalmente nos grandes centros urbanos, também interfere na qualidade de vida, pois o transporte individual gera congestionamentos e, consequentemente, aumenta o tempo gasto nos percursos.

Você já deve ter ouvido histórias de pessoas que viajam – levam até duas horas – para ir e voltar do local de trabalho, não é mesmo? Isso interfere bastante na qualidade de vida do indivíduo. A mobilidade urbana, com o planejamento e investimento em transportes coletivos (ônibus, trem, metrô) é essencial para aumentar a qualidade de vida da população, garantindo que ela possa acessar facilmente os serviços da cidade, sejam eles da área da saúde, educação, cultura e outros.

Veja mais!