Publicado por Débora Silva

Revolta de Espártaco é como ficou conhecida uma grande revolta de escravos que lutava pelo fim da condição servil e por melhores condições de vida. Considerada por muitos historiadores como a maior revolta de escravos da história da Roma antiga, a Revolta de Espártaco (também conhecida como “Terceira guerra servil” ou “Guerra dos escravos”) foi liderada pelo ex-gladiador Espártaco e resultou em um dos maiores derramamentos de sangue da história.

Revolta de Espártaco

Foto: Reprodução

Quem foi Espártaco?

Espártaco (ou Spartacus) foi um famoso escravo nascido na Trácia, região onde atualmente encontramos parte dos territórios da Grécia, da Bulgária e da Turquia.

Podemos encontrar duas versões sobre a vida de Espártaco. A primeira versão conta que ele foi soldado romano, mas se tornou escravo (tendo como dono o mercador Letulo Betiato) por abandonar a vida militar. Levaram-no para a escola de gladiadores de Cápua, na Campânia, onde iniciou e liderou a revolta.

A outra versão da história diz que Espártaco começou a sua vida como pastor, depois entrou na vida militar e, após abandonar o exército romano, organizou um grupo de ladrões que realizava assaltos por toda a Itália. Foi preso no ano 73 a.C. e vendido como escravo para um treinador de gladiadores da região da Cápua. Motivado pelos maus tratos e humilhações sofridas pelos escravos, organizou uma revolta junto com os seus companheiros presos.

Os acontecimentos da Revolta

Ao receber a notícia do levante, o governo romano logo enviou várias tropas para derrotar e prender Espártaco e seus companheiros escravos, mas foram derrotadas por eles. Isso fez com que mais escravos se juntassem ao grupo de Espártaco e, em pouco tempo, quase 120 mil pessoas se aliaram aos revoltosos. Devido ao tamanho que alcançou, o exército de Espártaco se dividiu em dois grupos: um permaneceu em Cápua e o outro, liderado por Espártaco, rumou para o norte da Península Itálica.

Embora o exército romano tenha conseguido abater uma parte do exército de Espártaco, eles conseguiram seguir adiante em direção à terra natal de seu líder. Espártaco decidiu retornar ao sul com o seu grupo e, nesse período, os governantes de Roma organizaram um exército de mais de 60 mil homens, liderados pelo general Licinio Crasso, com o objetivo de combater a legião de Espártaco.

O novo objetivo de Espártaco era evitar Roma e chegar até a ilha de Sicília e, para isso, concentrou o seu exército ao sul. O general Crasso descobriu esse plano e pôde organizar melhor as suas tropas para vencer os revoltosos. Ao ver seu levante sendo derrotado, Espártaco tentou negociar sua rendição com o general Crasso, sem sucesso. Dessa forma, o exército de Espártaco não teve outra opção além de lutar até a morte. Para coibir mais ações como a Revolta de Espártaco, o exército romano crucificou 6 mil escravos sobreviventes ao longo da via Apia, ligação entre Cápua e Roma.

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