Publicado por Priscila Melo

Quando estudamos história sempre surgem aqueles momentos que marcaram uma determinada época e que fizeram com que grandes mudanças ocorressem. Um desses acontecimentos históricos foi a Revolução Francesa, que teve um papel muito importante nas bases da sociedade daquela época e também foi um marco divisório da história, pois foi essa Revolução que deu início à Idade Contemporânea.

Este acontecimento foi muito importante também para outros movimentos que aconteceram depois, os ideais da Revolução Francesa influenciaram muitos movimentos por todo o mundo, e entre esses movimentos temos a Inconfidência Mineira, que ocorreu aqui no Brasil.

Revolução francesa

Foto: Reprodução

Os três estados e a desigualdade

No século XVIII na França, na época do Antigo Regime, ocorria uma grande injustiça social. A população francesa era a maior do mundo e se dividia em três estados: o clero (que era o primeiro estado), a nobreza (que era o segundo) e o povo (que era o terceiro).

O clero era composto pelo alto clero (bispos, abades e cônicos) e pelo baixo clero (sacerdotes pobres), a nobreza era composta pela nobreza cortesã (moradores do Palácio de Versalhes), pela nobreza provincial (grupo mais pobre que morava no interior) e pela nobreza de Toga (burgueses ricos que compravam títulos de nobreza e cargos políticos e administrativos). Já o povo era formado pelos camponeses, grande burguesia (banqueiros, grandes empresários, comerciantes), média burguesia (profissionais liberais), pequena burguesia (artesãos e comerciantes) e pelos Sans-culottes (aprendizes de ofícios, assalariados e desempregados).

Ao ver essa divisão já fica bem evidente que havia uma grande desigualdade, e para piorar a situação as injustiças eram ainda maiores, pois os impostos, por exemplo, eram pagos apenas pelo terceiro estado com o objetivo de manter os luxos da nobreza e do clero.

A revolta do terceiro estado

O terceiro estado não possuía direitos, não havia nenhum tipo de democracia e com o passar do tempo eles passaram a ser influenciados pelos ideais iluministas e passaram a se revoltar e lutar em busca da igualdade de todos diante da lei.

O principal objetivo deles era combater o absolutismo monárquico e os privilégios que a nobreza e o clero possuíam.

A crise econômica

Nesse momento a França começou a passar por uma grande crise econômica, os preços começaram a subir e a população começou a sofrer com a fome e com a miséria, no campo a população não tinha como trabalhar pois não haviam condições favoráveis, e nas indústrias a crise era a mesma, o que fez com que muitos trabalhadores ficassem desempregados.

Com toda essa crise que só fazia piorar cada vez mais o rei Luís XVI resolveu cobrar ainda mais impostos ao terceiro estado e continuou deixando o primeiro e segundo estados isentos dessas taxas.

O clero e a nobreza decidiram convocar a Assembleia dos Estados Gerais para obrigar o terceiro estado a pagar impostos mais altos, mas foi a partir desse momento que os conflitos se iniciaram. Os dois primeiros estados queriam que o voto fosse por estado, já o povo queria que o voto fosse individual. Como o primeiro e segundo estado não concordavam com o voto individual, o terceiro estado se revoltou e saiu dos Estados Gerais, formando assim a Assembleia Nacional Constituinte.

A queda da Bastilha

O rei Luís era contra tudo o que o terceiro estado queria e tentou reagir aos movimentos do povo, mas não teve sucesso. O povo tomou conta das ruas, eles queriam tirar o rei do poder, pregavam pela “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha (prisão), pois ela era o símbolo do poder de Luís XVI. A queda da Bastilha ocorreu no dia 14 de julho de 1789.

Em meio a essa revolução muitos membros da nobreza fugiram, mas a família real não conseguiu escapar, foram todos capturados e guilhotinados. Além da nobreza e da família real, o clero não saiu impune durante este período, os bens da igreja foram confiscados. Foi ainda neste ano que a Assembleia Constituinte criou a Declaração dos Direito do Homem e do Cidadão, com este documento vieram muitos avanços sociais que garantiram direitos iguais aos cidadãos e uma maior participação política do povo.

A burguesia no poder

Após um período marcado por muita violência, em 1795 os girondinos (a alta burguesia) conseguem assumir o poder e instalam um governo burguês na França. Começa assim uma nova Constituição em que a burguesia passa a ter poderes e direitos políticos e econômicos.

Napoleão Bonaparte, que era um general francês, assume o cargo de primeiro-cônsul da França. Ele passa a controlar a instabilidade social e a burguesia passa a garantir o domínio. Napoleão instaura uma ditadura, resultando em uma sociedade com base burguesa e capitalista.

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