Publicado por André Luiz Melo

A revolução verde, desencadeada no final da década de 1940, se desenvolveu com o propósito de alavancar a produção agrícola por meio de pesquisas e estudos em sementes, fertilização do solo e operação de máquinas e equipamentos no meio rural que ampliassem a produtividade.

Sua criação oficial se deu em 1966, durante conferência realizada em Washington, nos Estados Unidos. A modernização promovida pelo programa da revolução verde se deu a partir do desenvolvimento de sementes propícias para determinados tipos de solos e climas, além da adequação do solo para o cultivo e criação de maquinário.

Revolução verde e suas consequências para a agricultura

Foto: Reprodução

Tecnologia

Ao serem alteradas e desenvolvidas em laboratórios, as sementes agrícolas adquirem elevada resistência contra os mais diversos tipos de doenças e pragas. Aliado ao uso de fertilizantes, agrotóxicos, implementos agrícolas e maquinário adequado, o plantio desses grãos pode alavancar a produção no campo de forma considerável.

Utilização

Financiado pelo grupo americano Rockefeller, com sede na cidade de Nova Iorque, o programa da revolução foi disseminado a partir da ideologia de elevação da produção de alimentos para sanar o problema da fome mundial, que à época assolava drasticamente os mais diversos lugares do Planeta.

De tal forma que a empresa americana ampliou o mercado consumidor o qual detinha, concretizando assim a companhia a partir da comercialização de pacotes de insumos agrícolas, sobretudo para nações à época ainda não tão desenvolvidas como Índia, México e Brasil.

Com isso, a produção agrícola ganhou proporções elevadas. Todavia, não sanou o problema fome no mundo durante o período. Isso porque a maior parte da produção de alimentos nos países em desenvolvimento tem como destino principal as nações industrializadas e que concentram maior riqueza, a exemplo do Japão, Estados Unidos e países europeus.

Mudança na agricultura

A revolução verde, compreendida como modernização no setor rural, promoveu drásticas modificações no sistema agrário que além de alguns benefícios como a evolução tecnológica também provocou problemas.

Destaque para os inúmeros pequenos agricultores não se adaptaram ao processo de novas técnicas de produção, o que por consequência acabou resultando em um não alcance de produtividade suficiente para a manutenção da atividade agrícola.

Assim, a maioria dos pequenos produtores inseridos nesse contexto acabou se endividando por conta dos financiamentos bancários contratados para obtenção de capital financeiro para mecanização da agricultura. De tal modo que a venda da propriedade rural para outros produtores foi a única alternativa encontrada por muitos para quitação dos débitos.

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