Publicado por Débora Silva

O rompimento da barragem de resíduos de minério da empresa Samarco/Vale/BHP, no distrito de Bento Rodrigues, na cidade histórica de Mariana (MG), ocorreu na tarde do dia 5 de novembro de 2015. A tragédia foi responsável pelo lançamento no meio ambiente de 34 milhões de m³ de lama, resultantes da produção de minério de ferro na barragem do Fundão.

Desde então, diversas instituições vêm estudando e discutindo os danos causados ao meio ambiente.

Impactos ambientes causados

Com o rompimento da barragem da mineradora Samarco, 663 km de rios e córregos foram atingidos; 1.469 hectares de vegetação comprometidos; e 207 de 251 edificações foram soterradas apenas no distrito de Bento Rodrigues.

Rompimento de barragem em Mariana (MG) e seus danos ambientais

Foto: Corpo de Bombeiros/MG – Divulgação

É importante ressaltar que os números referentes aos danos ambientes do desastre não são definitivos, uma vez que o real impacto vem sendo constantemente calculado. O rompimento de barragem em Mariana já é considerado a maior catástrofe ambiental da história do Brasil.

A enxurrada de rejeitos rapidamente se espalhou pela região e, em questão de horas, alcançou o rio Doce, cuja bacia é a maior da região Sudeste do país. O aumento da turbidez da água provocou a morte de milhares de peixes e outros animais.

A lama avançou pelo rio e alcançou o mar em Linhares, no Espírito Santo, alguns dias depois. De acordo com um laudo técnico divulgado pelo IBAMA, o nível de impacto foi tão profundo que é impossível estimar um prazo de retorno da fauna ao local.

Resumidamente, o rompimento da barragem da Samarco provocou devastação da vegetação nativa, poluição da Bacia do Rio Doce e destruição dos distritos de Bento Rodrigues e de Paracatu, provocando a morte de 19 pessoas e deixando mais de 600 famílias desabrigadas.

Mais de 30 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram afetados, causando danos profundos ao meio ambiente.

Pesquisadores realizam expedição

Com o objetivo de colaborar para a compreensão dos danos ambientes e do impacto sobre a população ribeirinha, pesquisadores das universidades federais de Juiz de Fora (UFJF) e de Minas Gerais (UFMG) realizaram uma expedição com destino a Regência (ES), onde o Rio Doce deságua no Atlântico. Ao longo dos três dias de trabalho, ainda em novembro de 2015, a equipe percorreu mais de 500 quilômetros de 11 municípios atingidos, a fim de realizar um levantamento sobre a percepção dos moradores acerca do desastre, identificar as alterações fluviais e coletar amostrar de água e sedimentos para análises.

Os pesquisadores da expedição não foram otimistas, afirmando que o rompimento da barragem causou aumento drástico no volume de sedimentos depositados no leito e em suas margens.

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