Publicado por Ana Ligia

A expressão “sans-culottes” pode ser livremente traduzido como “sem calção”, maneira como eram conhecidos os artesãos, trabalhadores, desempregados, mendigos e camponeses na época da Revolução Francesa.

A vestimenta típica da nobreza nessa época era conhecida como “culote”, uma espécie de calção que se ajustava na altura do joelho.  Aqueles que não possuíam condições financeiras de vesti-la, ficavam marcados na sociedade.

Os sans-culottes, no lugar do calção usado pela nobreza e burguesia, costumavam vestir: sabots (um sapato feito de madeira), carmagnole (casaco curto) e um barrete vermelho da liberdade (espécie de touca, carapuça ou boina vermelha).

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Foto: reprodução/wikipedia

Papel dos sans-culottes na história

Os sans-cullotes passaram a representar os grupos que defendiam a reforma política e a participação das camadas populares na política.

No período da revolução francesa, os grupos de sans-culottes que estiveram no poder, oficializaram o tabelamento dos preços e perseguiram todos que poderiam ameaçar a revolta.

Mas houve um momento em que os sans-culottes se viram sem um projeto político consistente e se sentiram obrigados a repassar o poder para a burguesia.

Os revoltosos sans-culottes perderam o papel de líderes da revolução francesa, mas viraram verdadeiros símbolos de uma grande reviravolta que aconteceu no país e ficaram conhecidos como aqueles que lutaram contra a desigualdade social na França e a favor das classes menos favorecidas.

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